Campo Grande (MS),

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    18/10/2018

    Com mais de 300 espécies, produção de flores no Brasil espera crescer 7% em 2018

    Mercado acumula resultados positivos, mas ainda tem espaço para crescer 

    ©DR
    Os investimentos em tecnologia e a produção de novas variedades de espécies de flores levaram o Brasil a um novo patamar no mercado internacional floricultor. Hoje, o país produz cerca de 350 diferentes tipos de flores e está entre os 15 maiores produtores do mundo. Em 2017, o setor faturou cerca de R$ 7,2 bilhões, 9% a mais do que em 2016. Em Holambra, que concentra 45% de toda a produção do país, as cooperativas estimaram um crescimento de 11%. 

    Os resultados de Holambra foram impulsionados por uma série de fatores. Os produtores da pequena cidade do interior de São Paulo investem em tecnologia e na importação de novas variedades. Outra vantagem é que 90% da produção acontece em estufas, fato este que garante o cultivo de diversas espécies durante todo o ano. Toda essa produção é exibida na Expoflora, maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, frequentada por cerca de 450 produtores que lançam tendências de paisagismo e decoração. 

    Nem mesmo o baque financeiro sofrido pelo mercado nos últimos anos foi capaz de atingir em cheio o setor, que foi afetado, mas com menos intensidade. "Em épocas de crise, nunca tivemos quedas grandes nas vendas. Além das datas festivas, que tradicionalmente têm consumo maior, quem já costuma ter flores em casa não quer abrir mão disso", disse Kees Schoenmaker, presidente do Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floricultura), à Revista Época. 

    Em 2018, a projeção de crescimento está entre 7% e 8%. Com isso, o faturamento anual do mercado floricultor pode chegar a R$ 8 bilhões. Hoje, 8,2 mil produtores de flores abastecem o mercado brasileiro, 15 mil hectares de terras são cultivados com flores no Brasil, além de 200 mil empregos gerados com o negócio. 

    As vendas de flores ornamentais foram estimuladas pelos supermercados e varejões de pequeno porte. Nesses locais foram criados espaços específicos para a comercialização de flores e artigos relacionados à jardinagem. Apesar dos números positivos, o mercado ainda tem muito espaço para crescer. Segundo o Ibraflor, o valor médio gasto anualmente pelos brasileiros com flores é de apenas R$ 26,50 por pessoa. Na Europa, por exemplo, esse número chega a R$ 150. 

    Cenário no MS 

    No Mato Grosso do Sul, as alternativas rentáveis para o cultivo estão em pequenos espaços. Segundo o Censo Agro 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área utilizada para o cultivo de flores -- que abastece floriculturas de Campo Grande, MS -- é de pouco mais de 3,8 mil hectares. Atualmente, pouco mais de 330 produtores rurais se dedicam à atividade. 

    O intuito da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) é estimular os produtores rurais a cultivar espécies de plantas ornamentais com objetivo comercial. Para isso, estão em andamento pesquisas de técnicos da instituição para mostrar a potencialidade no Mato Grosso do Sul.

    Por: Aileen Rosik - Coordenadora de Link Building


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