Campo Grande (MS),

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    05/07/2018

    Possível doença do goleiro Alisson não tem cura mas é tratável

    Descendente de alemães e natural de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, ele seria portador da doença vascular inflamatória

    ©Pedro Martins/MoWA Press
    Os jogos da Seleção Brasileira tem chamado a atenção de muita gente pelos grandes lances e vitórias, mas também pela aparência da pele do rosto do goleiro Alisson Becker, de 25 anos.

    Ele vem demonstrando ser vítima de uma doença de pele considerada incurável: a rosácea. Descendente de alemães e natural de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, ele seria portador da doença vascular inflamatória.

    Características

    A principal característica da rosácea é a presença de eritemas (vermelhidão da pele) e telangiectasias (linhas avermelhadas) na região central da face, acompanhadas de urticárias e erupções cutâneas.

    As vermelhidões aparecem especialmente nas bochechas, nariz, testa e queixo. Muitas vezes começa entre as idades de 30 e 50 anos e afeta mais mulheres do que homens.

    Rosácea pode piorar ao longo do tempo, levando a mudanças permanentes na aparência e afetando a autoestima. Não há cura conhecida para a rosácea, mas ela é tratável, com excelente controle.

    A causa da rosácea é desconhecida, mas estudos apontam para uma combinação de fatores hereditários e ambientais. Uma série de fatores pode desencadear ou agravar a rosácea, aumentando o fluxo de sangue para a superfície de sua pele. Alguns destes fatores incluem:
    • Alimentos quentes ou bebidas
    • Alimentos picantes
    • Álcool
    • Temperaturas extremas
    • Exposição ao sol
    • Estresse, raiva ou vergonha
    • Exercício extenuante
    • Banhos quentes ou saunas
    • Uso de corticosteroides
    • Uso de medicamentos que dilatam os vasos sanguíneos, incluindo alguns medicamentos para pressão arterial.
    Tratamento

    Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o tratamento se inicia com sabonetes adequados; protetor solar com elevada proteção contra UVA e UVB e com veículo adequado à pele do paciente; e uso de antimicrobianos tópicos (metronidazol) e antiparasitários (ivermectina).

    Depois dessa fase, pode ser preciso o uso de derivados de tetraciclina (doxiciclina e outros) orais. Em casos persistentes e recidivantes, se utiliza isotretinoina oral em dose baixa. Existe um novo tratamento tópico para o eritema não persistente, periódico, que vem em surtos (flushing).

    O laser ou a luz pulsada são excelentes para tratamento das telangiectasias. Para o rinofima, a abordagem pode ser cirurgia, radiofrequência, dermoabrasão ou laser. O médico dermatologista avalia o grau, a fase e a pessoa como um todo para indicar o melhor tratamento.

    NAOM


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