Campo Grande (MS),

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    12/06/2018

    Carro usado em execução de PM era clonado, relata filho e dona de Picape

    Dona do carro ficou sabendo do crime enquanto ia com o veículo fazer compras no Paraguai

    Bombeiros contendo as chamas do veículo na manhã desta terça-feira ©Saul Schramm
    Uma família do Jardim Paulista, em Campo Grande, viveu momentos de aflição na manhã desta segunda-feira (11), depois que o veículo de uma dona de casa de 60 anos, que estava viajando, foi associado a execução do policial militar reformado, Ilson Martins de Figueiredo, de 62 anos, na Avenida Guaicurus.

    A picape Fiat Toro, vermelha, que a polícia suspeitava ter sido roubada por criminosos para o crime, possivelmente, na verdade, foi clonada. 

    Segundo o advogado, de 40 anos, que é filho da mulher, a situação teve início depois que os investigadores – após checagem nos sistema da Polícia Civil -, identificaram o endereço da possível proprietária.

    Para piorar, a mãe havia saído de viagem durante a madrugada com outros familiares. O filho diz que ela tinha ido fazer compras com outros familiares em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na fronteira com Ponta Porã, no sul do Estado.

    A fronteira seca é constantemente utilizada como rota de fuga por criminosos, além do país vizinho ser ainda destino frequente de carros roubado e furtados no Brasil.

    “Eu sabia que eles iam sair logo cedo, mas acordei às 7h30 com um policial me avisando que o carro da minha mãe tinha sido encontrado queimado, após o possível envolvimento com um crime. Fiquei desesperado”, relata o advogado.

    Para piorar o mal entendido, ele conta que após a notícia, não conseguia falar com a família que estava na estrada. “Foram 15 ou 20 minutos de puro desespero. Minha irmã quase desmaiou, toda família ficou desesperada porque o mínimo que imaginamos é que eles tinham sido abordados e mortos durante o roubo do carro. Só depois que fomos entender o que de fato tinha acontecido”.

    A situação foi sendo esclarecida só depois que a mulher atendeu o telefone, mas também sem fazer a menor ideia do ocorrido na Capital. “Eles nos ligaram muito nervosos e a gente sem nem sequer imaginar o que tinha acontecido. Assim que eles me avisaram eu abordei uma viatura e perguntei o que poderia ter acontecido. Como assim meu carro tinha sido encontrado queimado, sendo que eu estava viajando com ele?”, questionou ainda atordoada, a dona do veículo.

    Do percurso de ida e volta de Campo Grande a Ponta Porã, a família foi abordada duas vezes por policiais, devido a placa do veículo ser a mesma do carro incinerado após a execução, continua relatando a dona do carro. Eles só chegaram à Capital por volta das 20h. 

    “Mas imagina como eu fiquei depois que avisaram que meu nome poderia estar associado a um crime? Meus filhos choraram, meu irmão quase teve um problema do coração. Só agora que estamos entendendo a barbaridade que ocorreu”. 

    O crime 

    Ilson Martins de Figueiredo foi assassinado com cerca de 45 tiros de fuzil AK-47 e carabina 556, nesta manhã, na avenida Guaicurus, em Campo Grande. Ele era o chefe da segurança da Assembleia Legislativa. 

    Os pistoleiros usavam uma picape Fiat Toro e outra caminhonete Toyotta Hilux Sw4, na execução. Ambos veículos foram incendiados logo após o crime.

    A picape Toro foi a primeira a ser encontrada pela polícia após o crime. O utilitário estava numa estrada vicinal, que fica na região da BR-163, na saída para São Paulo, em Campo Grande.

    Fonte: campograndenews
    Por: Adriano Fernandes


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