Campo Grande (MS),

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    13/12/2017

    Contrariando Temer, Congresso pode votar Orçamento de 2018 nesta quarta

    Mudança da data poderia afetar resultado da votação da reforma da Previdência

    © Alan Santos/PR
    O Congresso Nacional pode votar já nesta quarta-feira (13) o Orçamento de 2018. A votação contraria o roteiro do Palácio do Planalto, que queria que isso só ocorresse na próxima semana para segurar os parlamentares em Brasília para tentar votar a reforma da Previdência.

    O relatório do deputado Cacá Leão (PP-BA) está sendo apresentado na CMO (Comissão Mista de Orçamento).

    Se o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), suspender a sessão do Congresso, a comissão pode aprovar o parecer, o que permitiria que o texto fosse encaminhado ao plenário.

    A intenção de concluir a votação ainda nesta quarta foi confirmada por auxiliares de Eunício.

    Na terça-feira (12), ao se irritar depois de esperar por mais de quatro horas a libração do plenário da Câmara e não conseguir realizar a sessão do Congresso, Eunício disse a André Moura que não haveria votação da reforma da Previdência.

    "Não convoco mais [sessão do Congresso]. Brincadeira isso. Também não vota mais Previdência porra nenhuma. Tá fazendo graça?", afirmou Eunício, no diálogo acompanhado pela reportagem.

    Na segunda-feira (11), o presidente do Senado havia cedido ao apelo do presidente Michel Temer e disse que votaria o Orçamento de 2018 somente na semana que vem e não nesta, como pretendia.

    Ao empurrar para a próxima semana, ele ajudaria o governo a garantir a presença dos parlamentares em Brasília.

    A votação do Orçamento é sempre o último ato do Legislativo antes do recesso parlamentar, a partir de 23 de dezembro.

    Se Eunício decidir fazer esta votação do Congresso antes do dia 22, pode esvaziar o Parlamento, atrapalhando os planos do governo, que já enfrenta sérias dificuldades para atingir os 308 votos de que precisa para aprovar a reforma da Previdência.

    O líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), minimizou o impacto de uma eventual antecipação da votação.

    "Se votar o Orçamento hoje prejudica a Previdência? Não creio. Não é Orçamento que prende parlamentar. No ano passado, o plenário estava esvaziado [quando da votação do Orçamento de 2017]", argumentou André Moura.

    O deputado disse que a decisão de concluir a votação nesta quarta é de Eunício Oliveira. "Mas acho desnecessário", afirmou. 

    Fonte: NAOM - Com informações da Folhapress.


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