Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    20/10/2018

    PF abre inquérito para investigar disseminação de fake news contra PT

    Pedido de apuração foi feito nesta sexta-feira (19), pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Raquel Dodge

    ©Alexandre Rocha /Agência CNJ
    A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar a suspeita de que empresas de marketing digital estariam atuando nessas eleições, de maneira estruturada, para envio em massa de mensagens contra o PT, por meio do WhatsApp. O serviço teria sido contratado por apoiadores de Bolsonaro, conforme matéria da Folha de S. Paulo.

    O pedido de apuração foi feito nesta sexta-feira (19), pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Raquel Dodge. O inquérito será conduzido pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado, segundo contou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, ao portal G1.

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também abriu processo, depois de ação ajuizada pela candidatura de Fernando Haddad (PT), na quinta (18).

    Ao rebater as acusações, pelo Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e afirmou que o PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela “verdade”.

    Os contratos firmados com as agências digitais chegariam a R$ 12 milhões e seriam bancados por empresários próximos ao candidato, como Luciano Hang, da rede de varejo catarinense Havan. Em seu perfil no Facebook, Luciano Hang disse que vai processar o jornal e desafiou o jornal a mostrar os contratos de envio de mensagens em massa.

    Afronta ao processo eleitoral

    Segundo o ofício enviado pela procuradora-geral Raquel Dodge ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a situação “exige que se apure quem presta serviços com uso especializado e estruturado de logística empresarial para a divulgação, em massa, de informações falsas”.

    Para a procuradora, o quadro de possível interferência na formação de opinião dos eleitores com atuação dessas empresas com mensagens que podem caracterizar ofensas aos dois candidatos “afronta a integridade do processo eleitoral”.

    A Procuradora-Geral destaca que a investigação demanda “corpo pericial altamente gabaritado de equipamentos adequados”, uma vez que se trataria de um “novo formato de crime”.

    NAOM


    Imprimir