Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    22/10/2018

    'Já adverti o garoto', diz Bolsonaro sobre filho falar em fechar STF

    Candidato comentou declaração de Eduardo Bolsonaro que foi feita em julho

    ©Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
    Em entrevista ao SBT nesta segunda-feira (22), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse ter advertido seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), por declaração sobre fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal).

    "Eu já adverti o garoto, o meu filho, a responsabilidade é dele. Ele já se desculpou", disse, acrescentando que a declaração de Eduardo foi feita em julho.

    Deputado federal com maior votação da história, Eduardo tem 34 anos e assumirá em fevereiro seu segundo mandato.

    Durante aula para um cursinho preparatório, em julho deste ano, ele disse que para fechar o STF bastaria um cabo e um soldado.

    "Ele aceitou responder uma pergunta que não tinha nem pé e nem cabeça e resolveu levar para o lado desse absurdo aí. Nós temos todo o respeito e consideração com os demais poderes e o Judiciário obviamente é importante", disse Jair.

    O presidenciável disse ter sido "pesado" com o filho ao dizer, no domingo (21), que quem fala em fechar o STF deve ir ao psiquiatra."No que depender de nós isso é uma página virada", acrescentou.

    O candidato do PSL evitou responder a pergunta sobre declaração do decano do STF, ministro Celso de Mello. Ele classificou de 'inconsequente e golpsita' a fala de Eduardo."Wadih Damous falou de forma bastante consciente em fechar o Supremo e não teve essa repercussão toda."

    O candidato se refere a uma fala do deputado federal do PT feita em abril deste ano. Na ocasião, o petista gravou um vídeo criticando especialmente o ministro Luís Roberto Barroso, que deu o voto mais contundente a favor da prisão de condenados em segunda instância.

    O julgamento teve impacto no caso do ex-presidente Lula (PT), que teve um habeas corpus preventivo negado pela corte.

    Damous é advogado e ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio.

    Nos bastidores da campanha, a ordem é não comentar a declaração do decano do STF. Aliados de Bolsonaro vão minimizar a fala, dizer que o presidenciável já se manifestou sobre o caso e vão lembrar a fala de Damous.

    Anunciado ministro da Casa Civil de eventual governo do PSL, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) evitou comentar a declaração de Celso de Mello."Cada um fala o que quer e cada um escreve o que quer", disse Lorenzoni ao ser questionado sobre a fala do magistrado.

    O deputado disse já estar "muito claro" que o candidato do PSL é democrata."Desde o início, quando nós apresentamos o plano de governo, sempre ficou muito claro para todos que todos nós somos democratas", disse.

    Ele usou como argumento o fato de Bolsonaro estar no sétimo mandato como deputado federal e ter servido o Exército brasileiro por 17 anos."Claro que se tem alguém que vai defender a Constituição se chama Jair Bolsonaro, completamente diferente dos bolivarianos", afirmou.

    Onyx também lembrou a fala do deputado do PT. "O Wadih Damous em abril deste ano disse coisas muito piores e ninguém noticiou."Ao ser lembrado de que veículos registraram a declaração do deputado do PT, acrescentou: "Ninguém repercutiu". 

    NAOM-Com informações da Folhapress.


    Imprimir