Campo Grande (MS),

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    07/10/2018

    ELEIÇÕES 2018| Em vídeo, Policial Militar, diz que não conseguiu votar e acusa mesários de fraudar atas

    Em vídeo que circula em grupos de WhatsApp, policial militar James Balduino disse que mesários estão fazendo rascunho de ata “para enganar o eleitor”; PM promete apurar

    James Balduino relata ter ouvido reclamações ao fiscalizar locais de votação em Dourados ©Reprodução
    Em vídeo que viralizou nos grupos de WhatsApp, o policial militar James Balduino denuncia supostas irregularidades nas urnas eletrônicas em Dourados, a 233 km de Campo Grande. Fardado e em frente a uma viatura da corporação, ele afirma não ter conseguido votar para presidente e ainda acusa os mesários de fraude.

    “Tenho passado em várias escolas na função fiscalizadora e recebido várias reclamações de eleitor que consegue votar normalmente para os outros candidatos, mas quando chega para presidente você não consegue confirmar. Aconteceu comigo e está acontecendo com outros eleitores”, afirma Balduino.

    O PM também cita uma situação que estaria ocorrendo inclusive em outros estados, mas já desmentida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de que ao digitar o número 1 para presidente já aparece a foto do candidato do PT Fernando Haddad. O TSE diz que o vídeo que circula nas redes sociais é “fake”.

    “Outra situação [que está acontecendo] você aperta o número 1 e já aparece a foto do candidato Haddad. Está muito estranha essa situação”, afirma o policial Balbuino.

    Ele também levanta suspeitas contra os mesários da Justiça Eleitoral. “Conste em ata, verifiquem se realmente está sendo feito em ata porque alguns mesários estão fazendo rascunho para enganar o eleitor. Assine na ata e verifique se realmente a ata é um documento da Justiça Eleitoral. Fiquem atentos, está acontecendo em Dourados e em outras cidades do Mato Grosso do Sul”.

    O site Campo Grande News perguntou ao comando da PM sobre a veracidade do vídeo e sobre o fato de o policial gravar as imagens fardado. O comandante do 3º Batalhão em Dourados, tenente-coronel Carlos Silva, disse que não pode falar sobre o caso, mas que os fatos estão sendo apurados.

    Tribunal 

    Em nota, a Justiça Eleitoral esclareceu que a mensagem circulando em redes sociais e aplicativos de bate-papo sobre a ausência de processamento de todos os votos na urna eletrônica é falsa.

    “No Estado de Mato Grosso do Sul são utilizados diferentes modelos de urnas eletrônicas nas seções eleitorais, dentre eles o modelo 2006, 2008, 2009, 2010, 2013 e 2015. A velocidade de processamento e posterior encerramento dos votos, após o eleitor apertar a tecla confirma, é diferente de acordo com o modelo da urna eletrônica”, diz o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) em nota.

    Ainda de acordo com o TER, o sistema de voto é auditável e que qualquer ocorrência de fraude será detectável. “Mais que combater as notícias falsas, é reforçar a confiabilidade no sistema das urnas e despertar a atenção crítica dos eleitores”.



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