Campo Grande (MS),

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    20/09/2018

    Traficante que fornecia cocaína para Beira-Mar é preso no Paraguai

    Paraguaio Néstor Báez Alvarenga estava desaparecido há sete anos e foi preso nesta manhã em Assunção após ser rastreado pelo serviço de inteligência da polícia paraguaia

    Néstor Báez Alvarenga com agentes da divisão de combate ao crime organizado que o prenderam hoje no Paraguai ©Divulgação
    Um dos narcotraficantes mais procurados da América do Sul foi preso na manhã de hoje (20) em Assunção, capital do Paraguai. o cidadão paraguaio Néstor Báez Alvarenga, 57, estava desaparecido há sete anos e foi localizado por agentes da divisão de combate ao crime organizado após vários meses de monitoramento.

    Fornecedor de cocaína para a quadrilha do brasileiro Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, Báez Alvarenga estava foragido desde 2011. Naquele ano, ele chegou a ser preso em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Mato Grosso do Sul, mas libertado por falta de provas e desapareceu.

    De acordo com policiais paraguaios, até o início dos anos 2000, quando Beira-Mar foi preso na Colômbia, Báez Alvarenga dividia com a família Morel o fornecimento de drogas para a quadrilha do bandido carioca. Os Morel forneciam maconha e Alvarenga a cocaína levada pelo Comando Vermelho para os morros cariocas.

    A prisão do narcotraficante foi determinada no dia 13 deste mês, a pedido da Justiça brasileira que tenta a extradição de Alvarenga pra o Brasil. Três pedidos de extradição foram apresentados pelas autoridades brasileiras ao Paraguai.

    “Conseguimos sua captura graças ao trabalho e ao sigilo do pessoal”, afirmou o comandante da operação, Bartolomé Báez, em entrevista à rádio ABC Cardinal.

    Néstor Báez Alvarenga morava em uma casa luxuosa no condomínio Alas Paraguayas, no bairro Hipódromo, região nobre de Assunção. Foram precisos vários dias de vigilância para descobrir o traficante na mansão.

    Alvarenga tem uma longa ficha criminal. Em outubro de 1998 ele foi preso em Mariscal Estigarribia, no Chaco, com 35 quilos de cocaína. Em janeiro do ano seguinte, ganhou direito à prisão domiciliar, revogada em seguida, mas ele fugiu e só se apresentou em 2007.

    No ano seguinte foi condenado a uma pena leve – dois anos de prisão como cúmplice por tráfico dos 35 quilos de cocaína. Já no Brasil ele é procurado por ligações com Beira-Mar.

    Fonte: campograndenews
    Por: Helio de Freitas, de Dourados


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