Campo Grande (MS),

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    16/05/2018

    'Um símbolo', diz empresário que arrematou triplex do caso Lula

    "Meu foco é esse: compro, vendo e alugo', diz empresário do DF que comprou triplex atribuído a Lula.

    Fernando Gontijo mora em Brasília, é advogado e há 38 anos trabalha como investidor imobiliário 'dentro e fora da capital' Foto: Fernando Costa Gontijo/Arquivo pessoal ©Fernando Costa Gontijo/Arquivo pessoal
    O empresário Fernando Costa Gontijo, que comprou o triplex na praia do Guarujá (SP) atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não recebeu o documento para efetivar a aquisição de imóvel de R$ 2,2 milhões. O prazo para isso vai até sexta-feira (18), mas Gontijo disse ao G1 que fez um bom negócio.
    "Meu foco é esse: compro, vendo e alugo."
    Gontijo mora em Brasília e afirma não ter nenhuma ligação com política ou com políticos. Ele é advogado, mas diz que não exerce a profissão. Há 38 anos, trabalha como investidor do mercado imobiliário – "dentro e fora de Brasília", fez questão de frisar.

    Além do depósito judicial de R$ 2,2 milhões, o empresário terá de pagar a comissão do leiloeiro, que é de 5% sobre o valor do imóvel, ou seja, R$ 110 mil. "Ele [o triplex] foi vendido pelo preço de avaliação. Eu entendi que o preço estava dentro do mercado", afirmou Gontijo.

    "Quando liberarem os gravames judiciais, após a arrematação, eu penso que ele terá uma liquidez maior."

    A aposta do investidor se baseia, além da localização do imóvel, na popularidade que ele adquiriu e no número de visualizações que o imóvel, atribuído ao ex-presidente Lula, teve no site do leiloeiro: mais de 60 mil.

    "É um símbolo, é um imóvel que todo mundo no Brasil conhece."
    Condomínio Solaris, em Guarujá, SP, onde localiza-se triplex atribuído a Lula (Foto: João Amaro/G1)
    Lula e o triplex

    O juiz Sérgio Moro ordenou a venda do triplex em leilão público em janeiro deste ano. No despacho, ele afirmou que o imóvel foi "inadvertidamente penhorado, pois o que é produto de crime está sujeito a sequestro e confisco e não à penhora por credor cível ou a concurso de credores".

    O ex-presidente Lula foi condenado em duas instâncias no processo que envolve o imóvel. Em primeira, a pena fixada foi de 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. Na segunda instância foram 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado.

    O político foi acusado pelo MPF de receber propina da empreiteira OAS. A suposta vantagem, no valor de R$ 2,2 milhões, teria saído de uma conta de propina destinada ao PT em troca do favorecimento da empresa em contratos na Petrobras.

    Lula nega as acusações e afirma ser inocente. O ex-presidente cumpre pena, desde 7 de abril, em uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba.

    Por G1 DF


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