Campo Grande (MS),

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    25/05/2018

    Senador Pedro Chaves defende caminhoneiros e culpa má administração da Petrobras pelo aumento abusivo dos preços

    ©Divulgação
    O senador Pedro Chaves (PRB) manifestou na terça-feira (22), na tribuna do Senado, repúdio à alta abusiva dos combustíveis no país. Ele culpou a Petrobras por estar repassando ao consumidor final, o prejuízo de anos de má administração e desmandos. Como consequência deste repasse, está havendo sucessivos aumentos nos preços da gasolina e do diesel. Segundo ele, no ano passado, o litro da gasolina aumentou 61 vezes e o do diesel 68 vezes em menos de seis meses. “De julho de 2017 a maio de 2018, a alta do preço do combustível foi acima de 42%. E como se isso não bastasse, novo reajuste foi anunciado hoje (terça-feira). Não podemos aceitar isso! O Poder Público precisa tomar uma providência urgente”, exclamou Pedro Chaves.

    Um dia após o discurso no Plenário do Senado, a greve dos caminhoneiros atingiu todo o Brasil. Em diversas cidades está havendo falta de alimentos e combustíveis, problemas em aeroportos e ônibus devido ao desabastecimento, e até frotas policiais foram reduzidas. Apesar da preocupação com o impacto causado pela greve, Pedro Chaves manifestou apoio aos caminhoneiros que estavam na BR-158, entre os municípios de Cassilândia e Paranaíba. 

    “Durante visita a municípios da região do Bolsão fiz questão de cumprimentar os grevistas que estão sendo penalizados com a política de preços da Petrobras que tem repassado as flutuações nas cotações internacionais às refinarias, o que significa que a alta do dólar impactou o custo do frete, incomodando o setor de transporte”, afirmou o senador.

    No meio da paralisação dos grevistas, Pedro Chaves pediu providência urgente do Poder Público; “É preciso sair em defesa do consumidor brasileiro que está convalido economicamente falando. O povo brasileiro não tem condições de arcar com mais esse prejuízo em série. Além disso, causa extrema preocupação o fato dos parâmetros da economia estarem em franca recuperação e, agora, com essa alta sucessiva de preços poderá comprometer a taxa de juros, a inflação e todos os indicadores importantes que podem melhorar a qualidade de vida da população brasileira”, ressaltou.

    Mais tarde, após a realização do acordo entre o governo federal e os representantes dos caminhoneiros, Pedro Chaves manifestou contentamento com a solução encontrada. “O aumento do combustível afetou todo o país, não só os caminhoneiros, mas as crianças que precisam ir para a escola, os trabalhadores em geral e até os animais que por falta de ração, muitos acabaram morrendo. Diante disso tudo, o governo federal fez acordo com os grevistas que irão suspender a paralisação por 15 dias, para que sejam definidas novas medidas que possam atenuar esses preços. Então, graças a Deus, fico feliz com a solução encontrada pelos caminhoneiros, ministros e presidente da República que entenderam a criteriosa necessidade de continuar os serviços de transporte a fim de não penalizar ainda mais a população”.

    Oito entidades assinaram pacto com o governo que deve custar R$ 5 bilhões aos cofres públicos. No entanto, apesar do acordo, a paralisação não foi totalmente interrompida, já que alguns representantes da categoria, como a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), não subscreveram o documento do governo, e quem está na rua não necessariamente se sentiu representado.

    Diante da continuidade da greve, o presidente Michel Temer (MDB) disse nesta sexta-feira (25) que acionou forças federais para desbloquear estradas, ocupadas por caminhoneiros em greve. Temer optou por acionar as forças federais depois de se reunir com ministros para uma "avaliação de segurança" sobre a situação no país, já que a greve dos caminhoneiros continuou, apesar do acordo firmado entre governo e representantes da categoria na noite de quinta (24).

    ASSECOM


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