Campo Grande (MS),

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    14/05/2018

    Mostra Glorinha Sá Rosa: escolas publicas tornam-se oficinas de literatura

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    A I Mostra Literária Professora Glorinha Sá Rosa fez Campo Grande afirmar-se na paisagem brasileira em suas mais autênticas e legítimas manifestações artístico-culturais. Em princípio, um evento de sugestão literária, inspirado na trajetória da cearense que fez desta cidade o seu lar e o seu abraço na alma poética de seus contemporâneos de ontem e dos dias que viriam: Glorinha, que tinha 88 anos quando foi prosear nas alturas com os anjos de sua inesgotável inspiração, fez da Literatura um entremeio dinâmico e generoso com as diversas formas de expressão cultural: música, dança, pintura, teatro. Enfim, era raiz e reflexo das inventivas maneiras humanas de respirar em suas dores, prazeres e sonhos, dos mais prosaicos aos de distantes utopias.
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    Não por acaso, a iniciativa da União Brasileira de Escritores (UBE-MS) e Quiquiô Produções, com financiamento do Fundo Municipal de Investimentos Cultura, propôs de 10 a 13 deste mês um rasgo de acessibilidade popular aos vários espaços e expressões. No Sesc Morada dos Baís, um desfile de nobres e simples excelências da música, da representação e do pensamento: Grupo Casa, Slam Campão, Iara Rennó, Ninfa Parreiras, Cida Moreira, Grupo Guavira, Estrela Leminski e Alice Ruiz (filha e viúva de Paulo Leminski), Alzira Espídola, Albana Xavier, Lucilene Machado, Moema Vilela, raquel Naveira, Pietro Lara e Américo Calheiros.
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    Na composição da Mostra, outros programas foram cupridos, entre os quais uma gincana escolar (na agenda Ângela Colognesi, Sylvia Cesco e Mara Calvis), a Oficina Livre de Tradução, com Chsristian Schwartz e as Oficinas de Literatura nas Escolas, com os escritores Elias Borgfes, Edson Moraes e Rubênio Marcelo.

    NOVA LIMA – Coube ao jornalista e poeta Edson Moraes dirigir a oficina “Dê Palavra, a estudantes da Escola Municipal Hércules Maymone, no Bairro Nova Lima. O espaço da Biblioteca Ramão Cabral foi ocupado por pré-adolescentes e adolescentes curiosos, inquietos, mas interessados e revelando que entre aqueles muros respira-se – e inspira-se – um ajuntamento de almas sedentas de conhecimento, de alargamento de convivências, de criação de alternativas aos risos e sonhos, de vontade de crescer.

    Para Edson Moraes, a presença marcante dos alunos e o empenho de toda a comunidade escolar foram para ele um rico aprendizado e confirmou: alguns paradigmas que cercam e estigmatizam a periferia das cidades estão sendo quebrados. O interesse pela literatura estava aceso no olhar de crianças cujo mundo é dominado pela magia da comunicação eletrônica. Meninos e meninas que foram à oficina para dizer, na palavra oral e na palavra gestual, que querem caminhar em territórios muito mais amplos e libertários, territórios em que a literatura, o ler, o escrever, o declamar, a biblioteca sejam elementos conceituais e formadores de seu processo de crescimento e busca da cidadania.

    “Eu aplaudo essa moçada e rendo minhas homenagens a toda direção, mestres e administrativos da Hércules Maymone. E destaco aqui o apoio da diretora Maria Nimer, da coordenadora Adriana passos e do professor Nizael Almeida, que já haviam realizado ali mesmo outras experiências semelhantes para promover não a literatura em si, mas o que ela representa no universo de nossas possibilidades”, afirmou Edson Moraes.

    REENCONTROS – No sábado, 11, segundo dia da Mostra Literária Glorinha Sá Rosa, encontros e reencontros emocionantes. Edson Moraes e Geraldo Espíndola se incensaram mutuamente e o jornalista e poeta não segurou o choro ao rever a esposa do compositor e intérprete, Dalila Saldanha. Passaram-se 47 anos até chegar esse instante. A amizade entre Edson e Dalila começou em 1971, quando foram colegas de classe na Escola São José, em Ponta Porã. Um reencontro que vinha sendo acalentado há tempos e virou letra de música.

    Também prazerosos foram os encontros com os notáveis literatos Augusto César Proença, Lucinele Machado, André Luiz Alvez (presidente da UBE-MS), Sylvia Cesco e outras figuras de proa das artes e da literatura.

    Por: Édson Moraes


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