Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    22/05/2018

    Justiça nega últimos recursos e determina prisão de Azeredo

    Ex-governador foi sentenciado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro a 20 anos e um mês de detenção

    ©Agência Brasil / Arquivo
    O Tribunal de Justiça de Minas Gerais formou maioria para negar nesta terça-feira (22) o último recurso do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) e determinar sua prisão, seguindo o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que autoriza o cumprimento da pena após condenação em segunda instância.

    Os desembargadores já haviam concordado em expedir a prisão de Azeredo, desde que antes fossem esgotados os recursos possíveis na corte.

    Três de cinco desembargadores da Quinta Câmara Criminal confirmaram a condenação de 20 anos e 1 mês por peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro no esquema conhecido como mensalão tucano.

    ENTENDA O CASO

    Azeredo foi inicialmente condenado em 2015, mas recorreu ao Tribunal de Justiça. Em agosto passado, por 2 votos a 1, os desembargadores mantiveram a condenação em segunda instância.

    Desde então, Azeredo teve dois recursos negados no TJ -o último no dia 24.

    A denúncia oferecida em 2007 pela Procuradoria-Geral da República, quando Azeredo ocupava o cargo de senador, acusa o tucano de desviar R$ 3,5 milhões de empresas estatais de Minas (Copasa, Comig e Bemge) para sua fracassada campanha à reeleição de 1998.

    As empresas pagaram os valores para a SMP&B, do publicitário Marcos Valério, para supostamente patrocinar três eventos esportivos. A orientação para que as estatais concedessem o patrocínio partiu da Secretaria de Comunicação do governo.

    As investigações mostram, porém, que os recursos foram usados para cobrir empréstimos da campanha junto ao Banco Rural.

    O processo de Azeredo teve início no STF, com o acolhimento da denúncia em 2009. Em 2014, quando a ação estava pronta para ser julgada e o tucano era deputado federal, ele renunciou ao cargo, numa estratégia para voltar à primeira instância e retardar o fim do processo.

    Outros acusados no mensalão tucano:

    Condenados em primeira instância, podem recorrer em liberdade

    Renato Caporali Cordeiro, ex-diretor de estatal;

    Eduardo Pereira Guedes Neto, ex-secretário adjunto de Comunicação;

    Clésio de Andrade, ex-senador de Minas (PSDB).

    Julgamento em primeira instância próximo

    Marcos Valério, publicitário;

    Ramon Hollerbach, sócio;

    Cristiano Paz, sócio.

    Punibilidade extinta por prescrição

    Walfrido dos Mares Guia, ex-vice-governador de Minas;

    Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha de Azeredo;

    Lauro Wilson, ex-diretor de estatal.

    NAOM-Com informações da Folhapress.


    Imprimir

    RECENTES

    POLÍTICA

    CONCURSOS