Campo Grande (MS),

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    28/05/2018

    Governo pode aumentar impostos para compensar redução do diesel

    Ministro da Fazenda afirma que medidas compensatórias serão apresentadas

    ©Fernanda Carvalho / Fotos Públicas
    O governo poderá recorrer a aumento de impostos para compensar a redução da tributação no diesel até o fim do ano.

    Da redução de impostos de R$ 0,46 prometida pelo governo, R$ 0,16 virão do corte a zero da Cide e R$ 0,11 da diminuição do PIS/Cofins.

    O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que essa parcela da redução, vinculada aos tributos federais, será parcialmente compensada pela reoneração da folha de pagamentos.

    Mas já é evidente para o governo que o valor "não cobre a conta".

    Pelo projeto atualmente em tramitação no Senado, a reoneração geraria ganhos de R$ 3 bilhões em 12 meses.

    Como estamos quase em junho e, para entrar em vigor, será necessário uma noventena, a arrecadação da reoneração será inferior a esta cifra.

    Guardia afirmou que outras medidas compensatórias serão apresentadas para alcançar os R$ 4 bilhões, após a aprovação da reoneração no Congresso. Isso porque o impacto das reduções tem que ser neutro, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Além do aumento de impostos, o governo poderá recorrer à eliminação de benefícios fiscais em vigor.

    A maior parte desses incentivos, porém, é vinculada a leis aprovadas no Congresso Nacional e sua retirada é complexa.

    O ministro disse que essas medidas adicionais serão anunciadas após o desenho final da reoneração, aprovado no Congresso.

    "As medidas que estamos colocando pode ser majoração de impostos, a eliminação de benefícios hoje existentes, através de lei ou decreto, que gerem recursos necessários para a compensação", disse o ministro.

    "Não estou dizendo quais medidas, estamos aguardando a aprovação do projeto [de reoneração]", afirmou.

    O que já está certo para o Ministério da Fazenda é que a redução localizada no diesel será compensada por outro tributo.

    "É mudança da composição. Em vez de Cide e PIS/Cofins, vamos tributar outras coisas", afirmou. 

    NAOM-Com informações da Folhapress.


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