Campo Grande (MS),

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    07/04/2018

    País está dividido, e isso tem repercussão internacional, diz Temer

    Presidente fez discurso a empresários neste sábado, em meio à movimentação pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

    © Alan Santos/PR
    O presidente Michel Temer (MDB) voltou a pregar paz e união em meio ao momento político conturbado, após a decretação da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O presidente participou na manhã deste sábado (7) do 3º Simpósio Nacional de Varejo e Shopping e discursou para empresários.

    Sem mencionar o caso de Lula, Temer afirmou que o país está dividido e que o reflexo negativo disso ultrapassa as fronteiras do Brasil.

    "O país foi tomado nos últimos tempos por muito pessimismo. E isto não é típico do brasileiro. O brasileiro sempre foi muito alegre, muito participativo, muito solidário, muito humanitário. De uns tempos para cá começou uma divisão dos brasileiros que não é típica do país", disse."

    E isso tem repercussão internacional. As pessoas não se apercebem disso. A mania de falar mal do Brasil causa problemas para todos nós. E nós abandonamos aquele otimismo natural do povo brasileiro."

    Assim como em discurso na noite anterior, em Salvador, Temer chamou atenção do público para que haja paz na nação.

    "Queremos que haja paz no Brasil. Temos de fazer uma distinção entre disputa político-eleitoral, que é o momento próximo das eleições e que as pessoas debatem, controvertem, colocam suas ideias. E o momento político-administrativo, que se segue à eleição e todos têm de se unir para prestigiar o país", afirmou.

    Para o presidente, o momento conturbado que o Brasil atravessa é reflexo da falta de consciência política de parte da sociedade diante a necessidade de união entre as diferentes forças partidárias.

    IMPOPULAR

    Temer disse ainda que faz uso de sua impopularidade para promover "as mudanças que precisam ser feitas pelo Brasil".

    Ele defendeu as reformas estruturais que têm sido bancadas por sua gestão.

    "Quem quiser pode pegar este documento da 'Ponte para o Futuro' e ver o que nós fizemos em um ano e onze meses. E, veja, não falo de um governo de quatro ou de oito anos, mas, sim, de um governo que não completou nem dois anos ainda", defendeu Temer, mencionando de maneira implícita as gestões petistas anteriores.

    Lançado em 2015, o documento mencionado pelo presidente elenca ao longo de 27 páginas propostas de modernização da legislação brasileira, entre elas, a reforma trabalhista, já sancionada, e as reformas tributária e da Previdência, que ainda estão paradas no Congresso Nacional e são alvos de críticas de partidos e movimentos de esquerda.

    De acordo com a última pesquisa publicada pela CNI/Ibope, o governo emedebista é aprovado por 5% dos brasileiros. Para justificar sua baixa aceitação, Temer afirmou aos empresários que "muitas vezes fazer o que o povo quer leva à crucificação de Cristo".

    Em um aceno direto ao empresariado, Temer afirmou, ao lado do ministro da Fazenda, Henrique Meireles (MDB), que a iniciativa privada é fundamental para a garantia da governabilidade."Criamos um organismo especial para cuidar das privatizações. Um governo tem sucesso quando traz a iniciativa privada para o seu interior", disse.

    Após sua participação no simpósio, Temer deixou o evento sem conceder entrevista à imprensa. 

    Fonte: NAOM - Com informações da Folhapress.
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