Campo Grande (MS),

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    03/04/2018

    Deputado Dr. Paulo Siufi afirma estar junto com servidores e diz que reajuste deveria ser discutido

    Dr. Paulo Siufi lembrou que o prazo regimental para votação de projetos de lei relacionados a reajuste salarial vence no dia 6 de abril próximo

    © Divulgação
    Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 3, na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Dr. Paulo Siufi (MDB) mais uma vez defendeu os direitos dos servidores públicos estaduais ao se posicionar contra o índice de reajuste salarial proposto pelo Governo do Estado. O Projeto de Lei (PL) 48/2018, que dispõe sobre a revisão salarial anual aos servidores públicos estaduais, com o objetivo de recomposição da perda inflacionária, estava pautado para ser votado em segunda discussão na sessão de hoje, mas foi retirado pelo líder do Governo. O valor proposto pelo Governo é de 3,04%.

    Apesar da retirada do PL, o deputado Dr. Paulo Siufi pediu a palavra para afirmar que o índice deveria ter sido discutido com as categorias envolvidas. “Assim como houve conversa aqui nesta Casa de Leis entre o nosso presidente deputado Junior Mochi e os representantes dos servidores do legislativo, também o Governo deveria ter escutado os anseios dos trabalhadores para chegar a um acordo com eles. Acho um absurdo o que está acontecendo com os servidores. Deveria haver um denominador comum entre o Governo e as categorias. A democracia preza pelo diálogo, e não houve nesse caso”, apontou Siufi.

    O parlamentar afirmou ainda que não se pode utilizar o termo “aumento” para o reajuste proposto. “A palavra aumento não existiu neste Governo. O [jornal] Correio do Estado trouxe hoje a fala do secretário de administração [Carlos Alberto de Assis], que disse que não poderia dar nem um centavo a mais de aumento porque iria ultrapassar o teto de gastos de responsabilidade fiscal. Na hora da eleição, prometem-se mundos e fundos. É simples: tem que pagar bem quem trabalha”, destacou.

    “É uma vergonha esse reajuste! Não devíamos nem estar aqui votando esse valor. Nós devíamos estar ouvindo as categorias e o que eles pretendem de aumento. Vai ser uma vergonha para esses pais e mães de família chegarem em casa e dizerem que os planos que fizeram vão ter que esperar porque nem pagar a gasolina, o arroz e o feijão não vai ser possível, porque o aumento desses produtos é muito maior do que o que vão receber. É preciso respeitar essas pessoas”, enfatizou Dr. Paulo Siufi.

    No entanto, o deputado lembrou que o prazo regimental para votação de projetos de lei relacionados a reajuste salarial vence no dia 6 de abril próximo. “Fiz parte da CCJ [Comissão de Constituição, Justiça e Redação] quando esse projeto passou por lá para ser avaliado pelos cinco membros. Nós votamos naquele momento simplesmente pela tramitação. Eu sou contra esse pífio reajuste. Mas vejam bem, em ano eleitoral temos até 180 dias antes de aprovar qualquer tipo de reajuste salarial. Se não for agora, só em outubro. Não sei o que é pior: aprovar esse índice ou deixar os servidores sem reajuste. Para mim, isso foi falta de planejamento da equipe do Governo. Isso deveria ter sido feito em fevereiro, e não agora”, finalizou.

    Fonte: ASSECOM
    Por: Adriana Viana 
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