Campo Grande (MS),

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    17/03/2018

    Açougue 'fake' funcionava como farmácia e vendia até carne de tatu

    Comerciante foi preso em Iguape, no litoral paulista, com animais silvestres abatidos, cigarros do Paraguai e remédios controlados sem procedência.

    Animais integram a fauna silvestre e têm a caça e a venda proibidas (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)
    Um comerciante de 48 anos foi preso em flagrante por suspeita de comercializar carne de animais silvestres em Iguape, no litoral de São Paulo. O estabelecimento, que foi fechado, funcionava clandestinamente também como farmácia e bar, em um condomínio fechado.

    Uma denúncia levou policiais militares ambientais até o local, às margens da Rodovia Prefeito Casemiro Teixeira, no bairro Tucum, na sexta-feira (16). Na área de lazer, próximo as piscinas, havia um pequeno comércio onde foi encontrado o suspeito, identificado como Antônio Almir de Araújo Silva.
    Tatus caçados ilegalmente foram encontrados em Iguape, SP (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)
    Ao ser questionado, o comerciante inicialmente negou qualquer irregularidade e permitiu que os policiais entrassem no local. Em dois refrigeradores, foram encontrados quatro tatus-galinha (Dasypus novemcinctus) mortos em meio a alimentos que seriam vendidos. Os animais têm a caça e a venda proibidas.

    Ainda durante as buscas, a equipe da Polícia Militar Ambiental localizou 2.260 unidades de cigarros provenientes do Paraguai, e mais de 900 comprimidos de remédios, inclusive de uso controlado. Todo o material acabou apreendido e a Vigilância Sanitária foi acionada para fechar o estabelecimento.
    Cigarros do Paraguai foram encontrados em meio a comércio ilegal (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental) 
    Apesar da suspeita, Antônio negou que venderia os animais. Ele alegou aos policiais que os comprou de um caçador e que os levaria até a capital paulista, para consumi-los na casa de parentes. Entretanto, admitiu que comercializava os demais produtos, cuja procedência legal não pode provar às autoridades.

    O comerciante foi preso em flagrante por crime ambiental e contrabando. Além de receber uma multa de R$ 2 mil, ele permaneceu detido e foi encaminhado à Cadeia Pública da região. O caso será investigado pelas polícias Federal e Civil para identificação de outros envolvidos na compra e venda de animais.
    Remédios também foram apreendidos em Iguape, SP (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)

    Por José Claudio Pimentel, G1 Santos


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