Campo Grande (MS),

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    15/02/2018

    Secretária descarta “fechar” fronteira e MS abre diálogo sobre venezuelanos

    "Não podemos ficar parados. Ainda não recebemos um comunicado oficial dessa necessidade de acolher os venezuelanos, mas já estamos em contato com Brasília".

    "Mato Grosso do Sul não foi citado por acaso, mas pela excelência das suas ações", diz secretária. (Foto: Alcides Neto/Arquivo
    Na lista dos Estados cotados para receber venezuelanos, que fogem da crise econômica, Mato Grosso do Sul está em contato com Brasília e se prepara para prestar auxílio. A titular da Sedhast (Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho), Elisa Nobre, descarta qualquer possibilidade de “fechar” as fronteiras.

    “Não podemos ficar parados. Ainda não recebemos um comunicado oficial dessa necessidade de acolher os venezuelanos, mas já estamos em contato com Brasília. Mato Grosso do Sul não foi citado por acaso, mas pela excelência das suas ações”, afirma Elisa Nobre, em entrevista ao site de notícias do governo.

    Na última sexta-feira (dia 9), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, apontou que São Paulo, Paraná , Amazonas e Mato Grosso do Sul devem receber os imigrantes que entram no Brasil por Roraima. A distribuição de mil pessoas deve começar em março.

    Conforme Elisa Nobre, o governo do Estado está se preparando para prestar auxílio humanitário aos refugiados e amenizar o impacto para quem vem e para quem mora em Mato Grosso do Sul.

    “Precisamos entender que eles não vêm para roubar postos de trabalho, mas para somar. Ninguém gosta de deixar a sua casa. Eles vêm por necessidade. Precisamos nos preparar, gestores e cidadãos”, diz. O Estado ainda não recebeu nenhum venezuelano por conta da crise política atual.

    Desde 2016, Mato Grosso do Sul tem um Comitê para Atendimento de Refugiados, Migrantes e Apátridas, que já atendeu atendeu 320 pessoas. A lista inclui haitianos, indiano, colombianos, guineenses, palestinos, paraguaios, ugandenses, senegaleses, espanhol, uruguaios, alemão, peruano, argentino, bolivianos, cubanos, africanos, sírios, palestinos, venezuelanos, portugueses, chileno e panamenhos.

    Fonte: campograndenews
    Por: Aline dos Santos


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