Campo Grande (MS),

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    02/02/2018

    Prefeitura de Campo Grande fecha ano com superavit de R$ 47,8 milhões

    Resultado foi possível com ajustes fiscais e melhoria da arrecadação com o Refis.

    Prefeitura de Campo Grande; município fechou com superavit (Foto: Paulo Francis)
    Com ajustes fiscais e intensificação da arrecadação, a Prefeitura de Campo Grande terminou 2017 com superavit de R$ 47,85 milhões. A receita cresceu duas vezes mais que a despesa na comparação com os valores do ano anterior. O montante que entrou nos cofres municipais aumentou 9,38% em relação a 2016 e os gastos tiveram incremento de 4,5%.

    Conforme Relatório de Atividades 2017, a receita de Campo Grande somou R$ 3,15 bilhões e a despesa realizada, R$ 3,11 bilhões. O saldo foi, assim, de R$ 47,8 bilhões. Esse resultado ocorreu em ano em que o município iniciou deficitário em R$ 89 milhões, devido ao fraco desempenho das contas no exercício anterior.

    Em 2016, entraram nos cofres da prefeitura R$ 2,88 bilhões e foram gastos R$ 2,97 bilhões. Em termos absolutos, em 2017, o incremento de receita foi de R$ 270,93 milhões e o da despesa, de R$ 134,02 milhões.

    De acordo com o titular da Sefin (Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento), Pedro Pedrossian Neto, o fechamento com as contas superavitárias resultou de ajustes fiscais no primeiro semestre e de adoção de medidas para melhorar a arrecadação na segunda metade do ano.
    Secretário citou ajustes fiscais e Refis entre os fatores da melhoria das contas do município (Foto: Arquivo)
    “Ajustes fiscais, renegociação de contratos com fornecedores, corte de pessoal e de custeio, arrecadação de impostos a partir de ações de protestos, Refis e a venda da folha”, enumerou o secretário os fatores que impulsionaram o avanço da receita acima do ritmo de crescimento das despesas.

    Em maio, quando o quadro das finanças municipais estava crítico (abril havia fechado com deficit de R$ 31,7 milhões), a prefeitura anunciou série de medidas para enxugar a despesa com pessoal. Houve cortes de gratificações, com projeção de economia mensal de R$ 5 milhões.

    Além disso, a Prefeitura realizou, entre outras ações, o Refis, que resultou em receita de R$ 50 milhões, 31% a mais que a meta de R$ 38 milhões. Outro adicional significativo no fim do ano, também de R$ 50 milhões, foi decorrente da negociação da folha de pagamento dos servidores.

    No entanto, a Prefeitura deixou de pagar, no ano passado, os hospitais. O dinheiro, que totalizou valor próximo de R$ 30 milhões, só foi pago em janeiro deste ano.

    Despesas e receitas 

    Entre as quedas de despesa, na comparação entre 2017 e 2016, a mais acentuada foi com pessoal e encargos sociais. O valor recuou de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,7 bilhão.

    Os gastos com juros e encargos da dívida também caíram: de R$ 20,6 milhões para R$ 19,92 milhões. As despesas com inversões financeiras também recuaram: de R$ 5,39 milhões para R$ 2,81 milhões.

    Por outro lado, houve alta em investimentos e amortização da dívidas, subindo respectivamente de R$ 70,24 milhões para R$ 131,89 milhões; e de R$ 24,4 milhões para R$ 37,79 milhões.

    Quanto às principais receitas, as correntes aumentaram de R$ 2,85 bilhões para R$ 3,13 bilhões e as transferências, de R$ 1,67 bilhão para R$ 1,77 bilhão.

    Fonte: campograndenews
    Por: Osvaldo Júnior


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