Campo Grande (MS),

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    22/01/2018

    BATAGUASSU| Possível pedágio na divisa de MS e SP causa polêmica em Presidente Epitácio e Bataguassu

    Divisa dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul - Foto: Divulgação
    Ofício do presidente da Câmara de Presidente Epitácio (SP), Luiz Tiago da Silva Júnior (PSDB) - popular 'Juninho do Rap' que pede ao presidente da ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte) que realize um estudo técnico para que seja feita a mudança da praça de pedágio da Rodovia Raposo Tavares (SP-270) de Caiuá (SP) para a divisa dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, vem causando polêmica, não apenas no município paulista, mas também chamou a atenção dos moradores de Bataguassu (MS), que caso seja acatada a mediada faria com que os motoristas pagassem pelo pedágio para se deslocar para a cidade vizinha, mesmo percorrendo menos de 2 quilômetros na rodovia e sem ter uma rota alternativa.

    Com uma distância de 36 quilômetros, as duas cidades - mesmo em estados diferentes- possuem uma forte ligação, principalmente na economia. Hoje, aproximadamente 700 pessoas de Presidente Epitácio trabalham em Bataguassu. Já os bataguassuenses em grande parte prestigiam o comércio epitaciano, o que corresponde a um ótimo percentual nas vendas dos empresários paulistas.

    O ofício do presidente da Câmara de Presidente Epitácio, passou a ser questionado principalmente pelos moradores locais que temem que a praça de pedágio na divisa dos estados possa aumentar os custos no transporte dos funcionários até Bataguassu, o que tornaria inviável a manutenção dos empregos. No ano passado, a Marfrig, maior empregadora da região, já havia cogitado parar o transporte de trabalhadores de Presidente Epitácio, devido os custos com ta locomoção e a uma inicitiava da prefeitura que negociava coma a empresa a contratação apenas de colaboradores que moram em Bataguassu. 

    Com a medida o comércio epitaciano também poderia perder vendas para os consumidores bataguassuense. Outro ponto a ser discutido é sobre o município de Caiuá que perderia grande parte da sua arrecadação municipal, que vem da Cart (Concessionária Auto Raposo Tavares), empresa que administra a rodovia, que passaria a ser depositada à Presidente Epitácio.

    No documento o vereador argumenta que a medida tem o objetivo de restabelecer a economia frágil e fomentar o turismo em Presidente Epitácio, já que são dois pedágios com valores significativos num curto trecho da rodovia SP-270, que tem afetado além da economia do município os próprios munícipes.

    "Considerando que a rodovia Raposo Tavares, é o principal acesso ao município de Presidente Epitácio e estabelecendo como referência que num perímetro de apenas 75 quilômetros, sentido capital, existem 2 pedágios... a maior parte das empresas rechaçam de efetivar filiais neste município devido a quantidade de pedágios concentrados em um curto trecho da rodovia, pois o gasto com transporte seria maior caso estabeleçam suas atividades em nossa cidade, situação essa, que gera por conseqüência, altos índices de desemprego e emigração da população para outras cidades o que impacta diretamente na arrecadação de impostos." explica o vereador Juninho do Rap que ainda faz críticas ao estado da rodovia no trecho dos pedágios " muito pedágio, com valores altos e com uma prestação de serviço público ineficiente" disse.

    O presidente da Câmara ainda justifica que a empresa responsável pela rodovia pouco perderia caso a medida seja acatada " A concessionária Cart, tem a maior parte de sua arrecadação com pedágio de veículos que escoam commodities dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo irrisório os valores arrecadados dos usuários residentes no município de Presidente Epitácio" finalizou

    O documento foi enviado a ARTESP, que deve se pronunciar sobre o caso no próximos dias. 

    Fonte: Cenário MS
    Por: Diego Oliveira


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