Notícias, acidentes, economia, política, policial, concursos, empregos, educação, ciência, saúde e cultura.

CG,

  • LEIA TAMBÉM

    15/11/2015

    Mães da Fronteira promovem churrasco para angariar fundos para a luta contra a violência

    Divulgação

    Três anos após o assassinato brutal dos jovens Breno Silvestrini e Leonardo Fernandes, a luta de suas mães está longe de chegar ao fim. A dor da perda se transformou em ação. Elas criaram a Associação Mães da Fronteira que tem como objetivo melhorar as políticas públicas e o policiamento nas fronteiras de Mato Grosso do Sul. Para arrecadar dinheiro para essa causa, nesse domingo (15), foi promovido um churrasco beneficente, no bairro Paraty, em Campo Grande. Com a ajuda de voluntários, foram vendidos 200 convites. 

    O dinheiro arrecadado vai ajudar a desenvolver o projeto de construir uma sede própria para a associação.

    "A partir do momento que nós tivermos uma sede própria vai ser possível nós termos mais atividades funcionando, porque aí poderemos ter mais voluntários trabalhando com um local especifico e colocar em prática um sem número de atividades que nós temos em mente na área de estudo, na área de eventos e na área técnica de segurança", afirma a vice-presidente da Associação, Ângela Fernandes, que explica, ainda, que o próximo passo da instituição é conseguir o status de organização com utilidade pública.

    Além de angariar fundos, o churrasco também foi uma oportunidade para os associados e simpatizantes do movimento confraternizarem. É o caso de Therezinha de Alencar Selem, vice-presidente da AACC/MS. "Eu apoio as Mães da Fronteira por dois motivos: primeiro que é uma causa justa e segundo porque é uma causa difícil. É uma inspiração divina dessas mães e pais deixarem sua dor de lado e se preocuparem com a dor dos outros", revela Therezinha.

    A presidente da Associação Mães da Fronteira conta que já receberam o apoio de diversos políticos de Mato Grosso do Sul que se comprometeram em reforçar o policiamento das fronteiras e fortalecer as políticas públicas de segurança. "Nós precisávamos fazer alguma coisa principalmente pelos jovens que estão aí e que tem uma vida pra viver e que estão correndo risco o tempo inteiro, já que nós não temos a segurança que nós merecemos ter", enfatiza Lilian Silvestrini, presidente da Associação.

    A Associação Mães da Fronteira foi criada em setembro de 2013 e já possui cerca de 400 associados. Cristina Cury é uma delas. Além de se associar também faz parte da diretoria da organização. "Por acreditar na causa e me solidarizar com essas mães eu disse sim", conta a supervisora de escola que ficou sabendo das Mães da Fronteira por intermédio de uma amiga em comum. "Eu não as conhecia nem aos meninos, mas, por eu ter filhos também, aquela barbárie me comoveu, eu chorei com elas", lembra Cristina.

    Breno e Leonardo foram mortos em agosto de 2012 depois de serem sequestrados na saída de um bar em Campo Grande por bandidos que queriam a caminhonete em que os jovens estavam para trocar por drogas, no Paraguai.

    Como ajudar?

    Participando dos projetos, dos eventos, divulgando, compartilhando e principalmente se tornando um associado para que possa ajudar na luta contra a violência e no fim da impunidade. "Queremos paz, queremos uma nação que proteja nossos filhos". "O nosso sonho é que as gerações futuras possam pensar de uma forma diferente em relação à segurança, que elas tenham um pensamento mais voltado à cidadania. O problema do outro é sempre também nosso problema", defende Ângela Fernandes.



    ...





    Fonte: ASSECOM
    Por: Marcela Albres