O presidente formalizou o quarto requerimento, desta vez solicitando informações da Sesai, e foram definidas as primeiras oitivas, com órgãos de segurança pública
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| Foto: Wagner Guimarães/ALMS |
Nesta quinta-feira (19) foi realizada a terceira reunião da CPI que investiga a ação/omissão do Estado de MS nos casos de violência praticados contra os povos indígenas no período de 2000 a 2015.
Foi encaminhado e aprovado um requerimento ao coordenador distrital de saúde indígena de Mato Grosso do Sul (Sesai), Hilário da Silva, solicitando o compartilhamento e fornecimento de informações que, segundo o presidente da comissão, João Grandão, subsidiarão as investigações da comissão.
“Queremos saber qual o montante de recurso repassado e aplicado anualmente na saúde indígena desde a fundação do órgão, a metodologia de atendimento às populações indígenas, se houve incidência de casos de desnutrição e quais os procedimentos adotados nesses casos”, explicou o presidente.
O documento foi aprovado por unanimidade pela mesa e, em seguida, o deputado Paulo Corrêa (PR) solicitou a formalização de um documento convocando as primeiras oitivas, com o secretário de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), Sílvio César Maluf, no próximo dia 3, e o secretário geral da Polícia Civil, Roberval Maurício, para 10 de dezembro.
Os requerimentos serão formalizados e protocolados junto à secretaria e se somarão aos outros três documentos definidos na reunião anterior da CPI pelo presidente João Grandão, já encaminhados à Polícia Federal (PF), Fundação Nacional do Índio (Funai) e à Sejusp.
Esses documentos tem o objetivo de apurar eventuais inquéritos e investigações em andamento envolvendo empresas particulares de segurança vinculadas à Sejusp e contribuirão para a definição das oitivas da CPI.
Participaram da reunião os deputados Mara Caseiro, vice-presidente, Paulo Corrêa (PR) e professor Rinaldo (PSDB).
Por: Daniel Machado Reis

