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    09/06/2015

    Polícia suspeita que ex-marido matou jovem antes de jogar corpo na água

    Preso, Alex conta outra versão, e polícia estuda reconstituir o crime


    Divulgação

    Embora o corpo tenha sido encontrado em adiantado estado de decomposição, a polícia ainda aguarda o resultado de exame necroscópico para definir a real causa da morte de Isis Caroline da Silva, de 24 anos. Ela foi encontrada morta nas águas do Rio Mutum, na zona rural de Ribas do Rio Pardo, município a 100 quilômetros de Campo Grande, no sábado (6).

    O suspeito, Alex Armindo Anacleto de Souza afirmou que ela se afogou. Mas, a polícia não descarta a possibilidade de que ela tenha sido morta e posteriormente jogada na água – os investigadores estudam fazer reconstituição no local para esclarecer detalhes do crime.

    “Que está confirmada a autoria do crime por parte dele não tenho a menor dúvida. Já mantive contato informal com o médico legista, que abordou sobre a dificuldade nos exames pelo estado do corpo, mas vamos aguardar, ainda tenho mais alguns dias para concluir o inquérito”, afirma a delegada Marina Lemos, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

    Apesar de a primeira versão ser afogamento o corpo de Isis pode ter sido jogado na água depois de morta (Arquivo)

    Nos depoimentos, Alex alega que não forçou a mulher a sair com ele, nem mesmo foi o responsável por deixar as duas filhas dela trancadas em casa. “Foi ela quem me procurou e marcou um lugar para o encontro. Depois viajamos para Ribas do Rio Pardo, bebemos em um bar e fomos para o rio, onde tudo aconteceu”, diz ele.

    Alex manteve a versão de que ainda mantinha um relacionamento com Isis. Segundo ele, o caso era mantido em sigilo dos familiares.

    Quanto ao que levou ao crime, disse que quando se preparavam para entrar na água, Isis teria ficado de biquíni e ele percebeu algumas manchas no peito dela. “Quando perguntei o que era aquilo, ela me confessou que estava tendo relacionamento com outra pessoa. Fiquei transtornado e com o álcool na cabeça acabamos caindo no rio. Percebi que ela havia perdido os sentidos deixei ela lá, troquei de roupa e voltei para casa. Não tinha a intenção de matar. Foi um acidente”, defende-se.

    Apesar dessas declarações, a delegada Marília de Brito afirma que a versão não serve para diminuir a responsabilidade de Alex, que vai responder pelo homicídio. Ele foi preso em Três Lagoas, a 330 quilômetros da Capital, horas depois de o corpo ter sido achado.




    Fonte: Midiamax
    Por: Arlindo Florentino