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    13/11/2014

    Morre o poeta mato-­grossense Manoel de Barros, aos 97 anos

    O poeta Manoel de Barros em cena do documentário "Só Dez por Cento é Mentira", de Pedro Cezar

    Morreu o poeta mato­-grossense Manoel de Barros, aos 97, por volta das 8h30 (horário local) desta quinta (13/11), em um hospital de Campo Grande.

    Barros estava internado há mais de uma semana na UTI do hospital Procon e havia passado por uma cirurgia de desobstrução do intestino.

    Segundo boletim divulgado nesta segunda (11/11), no entanto, o poeta estava "consciente, orientado, mantendo sinais vitais estáveis".

    O velório será realizado no cemitério Parque das Primaveras, em Campo Grande, mas ainda não há data definida e tampouco informações sobre o enterro.

    Nascido em 1916 em Cuiabá, Manoel de Barros escreveu 18 livros de poesia, além de livros infantis e relatos autobiográficos. Recebeu diversos prêmios literários, entre os quais dois Jabutis ­em 1989, com "O Guardador de Águas", e em 2002, com "O Fazedor do Amanhecer".

    Manoel de Barros morava em Campo Grande com a mulher, Stella, e a filha, Martha. Seus dois filhos homens, João Wenceslau e Pedro, morreram em 2007 e 2013, respectivamente.

    DOCUMENTÁRIO

    Em 2008, o cineasta Pedro Cezar lançou o documentário "Só Dez Por Cento É Mentira", que traz entrevistas com Manoel de Barros e artistas que se inspiraram em sua obra, como a escritora e atriz Elisa Lucinda, que já usou a poesia de Barros em seus espetáculos, e Joel Pizzini, diretor do curta "Caramujo­Flor", inspirado na obra do poeta.

    Uma das poesias do mato­-grossense dizia "Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira", daí o título do filme.

    OBRA

    Veja abaixo sua obra completa, publicada pela editora Leya.


    • "Poemas Concebidos Sem Pecado" (1937)
    • "Face Imóvel" (1942)
    • "Poesias" (1956)
    • "Compêndio para Uso dos Pássaros" (1960)
    • "Gramática Expositiva do Chão" (1966)
    • "Matéria de Poesia" (1974)
    • "Arranjos para Assobio" (1980)
    • "Livro de Pré­Coisas" (1985)
    • "O Guardador de Águas" (1989)
    • "Concerto a Céu Aberto para Solos de Ave" (1991)
    • "O Livro das Ignorãças" (1993)
    • "Livro Sobre Nada" (1996)
    • "Retrato do Artista Quando Coisa" (1998)
    • "Ensaios Fotográficos" (2000)
    • "Exercícios de Ser Criança" (2000)
    • "Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo" (2001)
    • "O Fazedor do Amanhecer" (2001)
    • "Cantigas para um Passarinho à Toa" (2003)
    • "Poemas Rupestres" (2004)
    • "Poeminha em Língua de Brincar" (2007)
    • "Menino do Mato" (2010)

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    Fonte: Folha/JE