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    13/11/2014

    Madeira nobre valorizou 250% na última década, afirma especialista

    Diretor do Clube da Madeira Nobre e do Grupo Fertille, Everton Regatieri que palestrou no evento
     Mais Floresta

    O setor de madeira nobre brasileiro participa com 3,2% da produção mundial, avaliada em 2012 em U$ 290 bilhões e com 7,6 milhões de hectares plantados. Apesar de ser uma cultura pouco difundida, o país já se destaca como referência na produção de madeira sustentável, cultura que obteve na última década (2000 a 2009) valorização de 250%, atraindo investidores de outros continentes.

    As informações foram apresentadas pelo diretor do Clube da Madeira Nobre e do Grupo Fertille, Everton Regatieri, durante o seminário Mais Floresta, realizado na manhã desta quinta-feira (13/11), no auditório da Famasul – Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul.

    Na palestra “Diversificação Florestal – florestas comerciais de curto, médio e longo prazo”, Regatieri elencou os pontos positivos e negativos que os interessados em atuar na produção de madeira nobre enfrentam. “A produção comercial no País ainda é pequena e mal orientada e isso prejudica a formalização do trabalho em média ou grande escala. Devido ao pouco conhecimento do assunto, existem hoje 50 mil hectares de florestas abandonadas, o que causa insegurança em quem pretende investir no setor”, explicou o especialista.

    Entre as principais dificuldades elencadas pelo empresário está a falta de uma política governamental que invista em linhas de crédito para fomentar novos plantios, carência de linhas de pesquisas seguras, profissionais e empresas especializadas em prestar consultoria. As consequências destes fatores podem ser evidenciadas no plantio em pequena escala, poucas informações sobre o manejo e a baixa diversificação de espécies (falta de maciço florestal).

    Orientações básicas – Regatieri explicou que os interessados em iniciar uma produção devem começar em áreas a partir de 10 hectares, com previsão de primeira retirada (desbaste) em 10 anos. A segunda extração pode ser feita após cinco anos com expectativa de rendimentos de até cinco vezes o valor do investimento, no caso do mogno.

    Os produtores que desejarem investir em florestas de duas espécies podem começar pela mais econômica e rápida que é o eucalipto, aliado a uma madeira nobre. “A proporção indicada é de 75% de eucalipto e 25% de mogno, visto que o primeiro começa ser cortado em menos de um ano, enquanto a madeira demora em média uma década”, reforçou o palestrante.

    Outra informação importante pontuada na apresentação foi o custo inicial que o empresário terá com produção, avaliado em R$ 5,2 mil por hectare, incluindo serviços, insumos, acompanhamento técnico e até replantio. “O setor florestal brasileiro é um dos mais promissores do mundo, no entanto, apesar do crescimento expressivo ainda é visto como ‘nicho de mercado’. Por isso, é necessário que todos os envolvidos trabalhem alinhados, visando profissionalizar a produção comercial”, finalizou.

    Mitos e Verdades – A maior parte dos produtores ainda têm dúvidas sobre o plantio e cuidados, por isso, Regatieri esclareceu o que é correto e incorreto. Entre as inverdades mais aceitas estão: madeira nobre é só plantar e voltar depois de 20 anos para cortar e obter altos lucros, não sofre ataque de pragas, plantio sem orientação profissional e a técnica ser a mesma do eucalipto, por exemplo. As informações corretas que devem ser observadas sobre o cultivo são a necessidade de auxílio técnico constante e monitoramento das árvores, pois a infestação de formigas é um dos problemas mais comuns e as variedades não podem ser cultivadas em qualquer região do país, pois, necessitam de solo e clima adequado.

    Programação – O Seminário Mais Florestas: Biomassa e Madeira Nobre prossegue até amanhã (14/11), ao meio-dia, com a realização de um dia de campo, na sede da Embrapa Gado de Corte, saída para Aquidauana.

    Sobre o Sistema Famasul – O Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) é um conjunto de entidades que dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul. É formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) e pelos sindicatos rurais do Estado.

    O Sistema Famasul é uma das 27 entidades sindicais que integram a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Como representante do homem do campo, põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 17% do PIB sul-mato-grossense.

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    Fonte: ASSECOM/JE