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| O programa reúne 133 integrantes de vários estados brasileiros |
Sete jovens sul-mato-grossenses, com idade entre 22 e 35 anos, ensino superior, ligados direta ou indiretamente ao agronegócio, foram selecionados para o Programa CNA Jovem, desenvolvido pela CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e pelo Senar - Serviço de Aprendizagem Rural. Lançado em Brasília/DF, na última sexta-feira (31), o programa reúne 133 integrantes de vários estados brasileiros, classificados a partir do propósito de capacitar jovens lideranças para o setor.
Com duração de 300 horas/aula, o programa vai preparar 133 jovens para exercerem liderança no meio rural de todo o País. Os jovens foram indicados pelas federações estaduais e participaram de uma rigorosa classificação que constou de 540 pessoas na primeira fase e 270 na segunda fase. Em Mato Grosso do Sul, foram indicados 21 participantes, seguindo o critério de atuação no meio ou em prol do agronegócio.
Para o presidente da Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Eduardo Riedel, a iniciativa vai ao encontro da nova fase da atividade agropecuária brasileira, na qual produtividade e sustentabilidade caminham juntas e são o grande desafio. "Esse é o sucesso do nosso negócio: olhar para frente e ver que tem uma turma jovem, empenhada e que está pensando no agro de maneira ativa, tecnificada. Nosso papel é dar suporte e criar ambiente para atuação dessa força inovadora, que vai se refletir diretamente na profissionalização do setor".
Um dos selecionados, o veterinário e pequeno produtor de leite de Campo Grande, Hebert Luis de Almeida, vê no programa uma oportunidade de colaborar diretamente com a mudança de perfil já notada no campo brasileiro. "Percebo que a nossa missão é mais humana do que parece. Um líder no agronegócio não se preocupa apenas com produção de alimentos, mas também com a sustentabilidade e a dignidade do homem do campo, entre outros fatores". Hebert, 29 anos, é também proprietário de uma pequena empresa de nutrição animal.
Representante pantaneiro no CNA Jovem, o pecuarista Bruno Viégas tem 34 anos, de Corumbá, é formado em zootecnia e administração e acredita que o programa servirá para impulsionar o setor. "Vamos aprender a trabalhar da 'porteira para fora', uma vez que da 'porteira para dentro' já sabemos o que deve ser feito. Com isso, vamos superar um dos nossos principais entraves: o fortalecimento e a união da classe".
Também integrante do grupo selecionado, o pecuarista e agronômo Murilo Eduardo Franciscon Ricardo se auto define ‘sangue novo’ em referência ao que poderá contribuir com o setor após a conclusão do programa. "Nossa geração foi criada de outro modo, com mais acesso à tecnologia e um jeito novo de pensar. É isto que vai fazer diferença", ressalta o jovem de 25 anos de Anaurilândia.
Para o engenheiro agrônomo, Leôncio Brito Neto, o CNA Jovem representa um desafio. "É uma excelente oportunidade de fazermos parte do processo de sucessão de lideranças no sistema sindical e começarmos a atuar desde já em defesa do produtor ". Brito Neto é filho do ex-presidente do Sistema Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS Leôncio Brito, tem 34 anos e sua propriedade rural opera no sistema ILPF - Integração Lavoura, Pecuária e Floresta, técnica inovadora desenvolvida no estado que proporciona elevação de produtividade nas três culturas.
Pecuarista de Brasilândia, Marcelo Scatolin Queiroz, 28 anos, confia que a iniciativa servirá para mudar o perfil do agro. "O CNA Jovem é uma ferramenta que vai ajudar a reter o talento no campo, colheremos daqui 10 ou 15 anos o fruto do que estamos plantando agora". Segundo Scatolin, a sucessão familiar é um dos maiores problemas atuais do setor. "É primordial o cuidado com a transferência de gerações".
O perfil da atual geração também foi destacado pelo advogado, presidente da Comissão de Assuntos Agrários da OAB/MS, Pedro Puttini Mendes, de 28 anos, de Aquidauana. "A atuação dos jovens no campo é uma das atuais problemáticas do agro, pois representam a continuidade de um setor exponencialmente crescente em todo país, ao mesmo tempo em que devem participar ativamente das questões polêmicas que envolvem o setor, também devem se preocupar com um processo de sucessão familiar bem sucedido, acrescentando inovação, tecnologia, capacidade de gerência e liderança", destacou Puttini que aposta na metodologia aplicada no programa. "É inovadora", destaca.
O médico veterinário da Aparecida do Taboado Cezar de Lima Queiroz Junior também aposta nesse novo modo de ensino do CNA Jovem. "Os dois primeiros dias foram de muita informação e o que mais me impressionou foram as técnicas de auto domínio, a capacidade de tomar decisão, sob pressão, até mesmo nas decisões pessoais, aliando a emoção com a razão".
Ao final dos seis meses de capacitação, cinco participantes do CNA Jovem que mais se destacaram no programa serão indicados como Líderes Jovens da CNA e farão uma visita técnica à China. "Preocupados em formar novas lideranças, a Confederação e o Senar selecionaram jovens de todas as regiões brasileiras, ligados direta ou indiretamente ao agro. É uma oportunidade para que eles se desenvolvam e se mantenham na atividade", aposta o superintendente do Senar/MS, Rogério Beretta.
Fonte: ASSECOM/FAMASUL/JE
