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    22/07/2014

    Sem acordo, grupo de indígenas mantém rodovia interditada pelo 3º dia

    Força Nacional tentando um acordo com os índios.(Foto: Hédio Fazan)

    Pelo terceiro dia, um grupo de indígenas mantêm o bloqueio em parte da via perimetral construída pra tirar o tráfego pesado da região central de Dourados, distante 233 quilômetros de Campo Grande. A manifestação começou no último domingo (20/7), após o atropelamento da indígena Lenilza Nunes, 42 anos, que morreu ontem no hospital. A manifestação se concentra nos fundos do residencial Monte Carlo, no trecho de acesso à rodovia MS-156 que liga Dourados a Itaporã.

    Ontem, a família da vítima chegou a ameaçar fazer o velório do corpo no local, mas acabaram desistindo da ideia. Revoltado, o presidente do Conselho Indígena, Silvano da Silva Duarte disse que já perdeu cinco pessoas da familiar na perimetral. Conforme Silvano, o grupo cobra agilidade na obra dos redutores de velocidade nas quatro entradas da aldeia Bororó, reserva indígena que fica próximo da rodovia.

    A perimetral norte inicia no entrocamento da BR-163, que dá acesso ao município de Fátima do Sul, corta a MS-156 e segue até o entrocamento da rodovia Guaicurus, de acesso à Cidade Universitária e aeroporto. A rodovia também dá acesso a BR-463. São pouco mais de 20 quilômetros de perimetral e parte dela passa por dentro das aldeias Bororó e Jaguapiru, onde não há nenhum tipo de redutor de velocidade.

    O site Dourados Agora entrou em contato com a assessoria da Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), responsável pela rodovia. O órgão informou que será preciso fazer um estudo para diagnosticar a necessidade de redutores no local para somente depois fazer um projeto e executar obras. (Com informações do site Dourados Agora). 

    Interdição - A rodovia foi interditada com pedaços de galhos e madeiras na noite de domingo. A comunidade pede redutor de velocidade, lombada e passagens de pedestres e ciclistas, o que já existe na rodovia, entre Dourados e Itaporã. Eles querem ainda que sejam instaladas placas de sinalização indicando o local como área indígena.






    Fonte: campograndenews/JE
    Por: 
    Viviane Oliveira