Evandro Wirganovicz foi preso no sábado por suspeita de participação.Segundo polícia, homem estava sendo investigado desde o início do caso.
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| Evandro foi preso neste sábado (10) em Frederico Westphalen (Foto: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai) |
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul avaliou neste domingo (11/05) que Evandro Wirganovicz, irmão da assistente social Edelvania Wirganovicz, suspeita da morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, preso na tarde de deste sábado (10), foi "fundamental" para a investigação do caso.
Ele é suspeito de participação ou ocultação de cadáver. Entretanto, os delegados só irão se pronunciar na terça-feira (13), após a entrega do inquérito policial. "Evandro foi fundamental para a investigação. Ele estava sendo investigado desde o início", disse um assessor da Polícia Civil.
O mandado de prisão foi cumprido em Frederico Westphalen, na Região Norte do Rio Grande do Sul. Ainda de acordo com a polícia, o homem já havia sido ouvido como testemunha. Após a prisão, entretanto, ele prestou depoimento por cerca de 40 minutos na condição de investigado.
A prisão do novo suspeito é de caráter temporário, por 30 dias. Além de Edelvania, o pai da criança, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, também estão presos desde o dia 14 de abril, mesma data que o corpo do menino foi encontrado em uma cova em Frederico Westphalen. A cidade fica a cerca de 80 km de Três Passos, onde o menino morava. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. De acordo com a assessoria da delegacia, os três suspeitos do crime serão indiciados por homicídio triplamente qualificado, já que a morte foi consumada.
Procurado pelo G1 neste domingo (11), o advogado de Evandro disse que só irá se manifestar novamente sobre o caso nesta segunda-feira (12), em coletiva. Na noite de sábado, ele divulgou o conteúdo de uma carta de Edelvania, também sua cliente, em que ela inocenta o irmão de envolvimento no caso.
A prisão temporária foi decretada pelo juiz Fernando Vieira dos Santos, da Comarca de Três Passos, na Região Noroeste. Conforme o magistrado, o terreno onde o corpo de Bernardo foi encontrado é de difícil escavação, o que pode indicar a presença de um homem além de Edelvania e a madrasta do garoto, Graciele Ugulini. Além disso, testemunhas apontaram a presença do suspeito nos arredores do local onde o cadáver foi encontrado dias antes do crime.
O documento foi escrito de dentro da Penitenciária Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde ela está detida, e entregue ao advogado dela, Demetryus Eugenio Grapiglia.
“A Edelvânia diz que ele não ajudou a abrir a cova e faz um pedido ao juiz para que ele libere o Evandro, pois não tem participação alguma na morte do Bernardo”, disse o advogado ao G1 no sábado.
Nesta semana, o órgão solicitou um novo depoimento do pai. Ele pode ser submetido ao detector de mentiras.
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| Bernardo foi encontrado morto no dia 14 de abril, após passar 10 dias desaparecido (Foto: Reprodução/RBSTV) |
Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No domingo (6), o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
"O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada", relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga, do CRBM. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen comprar um televisor.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. Na segunda-feira (14), o corpo do garoto foi localizado. De acordo com a delegada responsável pela investigação, o menino foi morto por uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado por perícia. A delegada diz que a polícia tem certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do menino, mas resta esclarecer como se deu a participação de cada um.
Da RBS TV/JE
Por: Maristani Weiand
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