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| Gerson Walber / Correio do Estado |
Após a pressão dos aliados, o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), demitiu o secretário Gustavo Freire, que ainda continuava a frente da Secretaria de Receita.
A informação sobre a demissão de Freire foi confirmada na noite de ontem pelo novo secretário de Governo, Pedro Chaves.
Bernal resistia em demitir Freire, que continuava responsável pela chave do cofre da prefeitura, mas ontem foi novamente pressionado por aliados.
“A exoneração de Freire sai amanhã (hoje) no Diário Oficial. Foi a pedido dele”, assegurou Chaves, na noite de ontem. A vereadora Luiza Ribeiro (PPS), que também participou do encontro, declarou ainda que todos os vereadores aliados concordam com a demissão. “Todos têm esse mesmo posicionamento”, complementou.
Até então, Bernal insistia em manter Freire no primeiro escalão, mesmo com a demissão do cargo de auditor fiscal pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, por usar de sua função em proveito próprio. No entanto, na reunião, a base aliada defendeu sua demissão imediata. Freire é acusado de cobrar propina quando era auditor da Receita em Corumbá.
Ontem à noite, aliados reuniram-se na prefeitura com objetivo de pressionar Bernal para demitir o secretário, que antes de ser afastado da prefeitura havia sido exonerado do cargo de auditor fiscal da Receita Federal a pedido do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Além de Luiza Ribeiro, participaram o vereador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, Alex do PT, Cazuza (PP), Ayrton do Araújo (PT) Gilmar da Cruz (PRB). Também havia informações de que Dr. Jamal (até então da oposição) estaria presente.
O vereador Alex do PT, líder do Bernal na Câmara, disse que o próximo secretário deverá ser nomeado por caráter técnico e não político. Chaves completou que a nomeação deve sair até o final desta semana.
PROPINA
A demissão no cargo de auditor fiscal se deve a improbidade administrativa, bem como por valer-se do cargo para “lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade pública”.
Freire é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de ter participado de esquema de cobrança de propina para liberar cargas de uma refinaria de petróleo sem o pagamento de tributos ou marcação de mercadoria, enquanto exercia o cargo de auditor da Receita em Corumbá entre os anos de 2007 e 2008.
Fonte: conjunturaonline
