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    30/10/2013

    Estudo aponta caminhos para integração plena da região Centro-Oeste

    Foto: José Paulo Lacerda


    Campo Grande (MS) – Estudo apresentado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na manhã desta terça-feira (29), em Brasília, e que contou com a presença do governador André Puccinelli representando os demais governadores da região, aponta os gargalos logísticos existentes nos três estados mais o Distrito Federal, além das soluções para que toda a região passe a ser integrada entre si e com os demais estados brasileiros.

    O estudo denominado Centro Oeste Competitivo levou mais de um ano para ser elaborado, já teve trabalho semelhante realizado nas regiões Norte, Nordeste e Sul, e tem como objetivo diagnosticar todos os modais de transporte de cargas da região, além de apresentar os resultados que contemplam os estudos das principais cadeias produtivas com estimativa de produção até 2020, apontando assim as prioridades para melhorar o transporte na região buscar a adesão dos governos para realização das ações destacadas.

    Durante os trabalhos foram estudadas 15 cadeias produtivas que representam mais de 90% da produção, importação e exportação de toda a região Centro-Oeste para que, a partir destes dados, fossem estudadas as rotas logísticas, meios de transportes utilizados e as estimativas de produção até o ano de 2020 para, por fim, identificar todos os gargalos logísticos existentes no Centro-Oeste, tanto na integração regional como também com as demais unidades da federação. “Com este estudo aprofundado conseguimos mapear todos os gargalos atuais e os futuros, caso investimentos não sejam realizados de imediato”, disse o responsável pela empresa que realizou o mapeamento, Olivier Roger Sylvain Girard.

    O estudo elencou todos os eixos integrados de transporte, possíveis e imagináveis, uma vez que o Centro-Oeste encontra-se localizado no coração do Brasil, podendo sua produção ser escoada pelas regiões Sul, Sudeste, Norte, além dos países vizinhos que possuem saída para o Oceano Pacífico. Chegou-se a um número de 73 eixos de transporte, sendo que 18 já existem e 42 potenciais, onde se justificariam investimentos em infraestrutura. “Quando dizemos ‘eixo integrado’, estamos falando em um conjunto de obras logísticas e de infraestrutura que englobam rodovias, ferrovias, hidrovias e construções de eclusas, por exemplo. Porque não adianta resolver o problema de escoamento com novas ferrovias e não investir nos portos que receberão essa produção,” destacou Olivier Girard.

    Investimentos x Economia

    Ainda de acordo com o responsável pelos trabalhos, para que todos estes eixos integrados saíssem do papel seria necessária a realização de 308 obras de infraestrutura, tanto no Brasil como nos países vizinhos, demandando investimentos da ordem de R$ 159 bilhões. “Frente a este montante de capital necessário, precisamos priorizar aquelas intervenções que, de fato, iriam gerar as maiores economias em termos de logística e transporte. Conseguimos identificar que, se fizermos uma ligação férrea entre Cuiabá e Rondonópolis, por exemplo, o custo do frete dos grãos produzidos no Mato Grosso e exportados para a Ásia cairia cerca de 23%. E isso que estamos falando de apenas uma mesorregião e um produto”, explicou Girard.

    Em uma análise mais ampla, o estudo identificou que tudo que foi movimentado na região Centro-Oeste teve um custo logístico de R$ 31,6 bilhões, no ano de 2011, o que representa 8,7% do produto interno bruto (PIB) da região. A análise mostra ainda que se nada for feito, no ano de 2020 esse custo logístico terá subido para R$ 60,9 bilhões. “Isso se deve porque a região Centro-Oeste é uma das que mais cresce no País, e crescendo a produção, cresce também o custo logístico. Mas tem um segundo viés muito importante que se não tivermos infraestrutura para movimentar tudo isso, esses produtos serão movimentados a um custo muito maior, gerando aumentos significativos nos custos de frete. Por isso, temos que integrar física e economicamente os estados entre si, com o País e o resto do mundo. A falta de integração física gera falta de integração econômica, finalizou”.


    Fonte: noticiasms
    Por: Rodrigo Gordin