| Delcídio acredita na recuperação de Dilma |
Com a popularidade em declínio, a presidente Dilma Rousseff está sendo aconselhada por aliados a mudar de postura na tentativa de reverter o quadro desfavorável e que, inclusive, coloca em risco o seu projeto de reeleição e pode inviabilizar até os candidatos do PT nos estados.
A advertência está sendo feita por líderes dos partidos que integram a base aliada no Congresso Nacional diante do resultado de pesquisas que registraram a queda de popularidades da presidente logo após a onda de manifestações públicas que tomou conta das ruas em todo o País.
A maior preocupação agora do Palácio do Planalto é com a debandada iminente dos partidos que compõem a base aliada.
De acordo com reportagem divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo, pelo menos 9 partidos estariam avaliando suas posições depois da queda de popularidade da presidente.
Pré-candidato do PT à sucessão do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), em 2014, o senador Delcídio do Amaral demonstra preocupação com o quadro atual, até porque sabe que Dilma é a principal referência das candidaturas petistas nos estados.
Segundo a publicação, o núcleo duro dos partidos que apoiam o governo da presidenta Dilma na Câmara dos Deputados está definhando. Antes formado por 17 partidos, hoje conta apenas com petistas e outras sete legendas.
O jornal se baseia nos parlamentares que votam com o governo 90% das vezes ou mais. Em 2011, o núcleo tinha 306 dos 513 deputados. Mas, o time foi diminuindo, se resumindo atualmente a 101 deputados. Os números são contabilizados pelo “Basômetro”, uma ferramenta online do Estadão Dados que mede a taxa de governismo do Congresso.
Dos nove partidos que abandonaram totalmente a linha de frente de apoio ao governo, três são médios: PR, PSD e PSB.
O PMDB, principal aliado do PT, tem apenas quatro representantes no núcleo duro. 63 peemedebistas abandonaram o grupo. No PP, saiu de 32 deputados para apenas dois. No PDT, de 16 para 2. No PTB só sobrou um dos 19 fiéis.
O cenário confirma as dificuldades crescentes do governo Dilma para aprovar projetos. Para reverter a situação, o Planalto acenou com a abertura dos cofres. Só na semana passada, foram liberados R$ 6 bilhões em emendas parlamentares até o final do ano, em três parcelas.
Ainda assim, o governo está com as barbas de molho. Tanto é que, para evitar eventuais derrotas, quer adiar a votação de temas polêmicos.
Particularmente, Delcídio tenta minimizar a leitura feita pelo jornal de circulação nacional, dizendo que a situação da presidente em relação a base aliada não chega aos extremos.
Apesar disso, reconhece que a situação não é boa para sua correligionária. “É evidente que é um quadro delicado, mas o governo vai trabalhar pela manutenção da base”, disse o senador petista em entrevista ao site Midiamax.
Ele atribui isso, entre outros aspectos, a falta de diálogo entre o governo e os congressistas, principalmente os que dão sustentação ao governo petista.
Delcídio critica o atual modelo político adotado pelo Palácio do Planalto, principalmente pelo fato de conversar pouco com o Congresso.
Segundo ele, o governo só entendeu isso depois que a população saiu às ruas para protestar e a crise repercutiu no Congresso.
DISPUTA
Em Mato Grosso do Sul, o senador buscar se viabilizar politicamente na tentativa de acabar com a hegemonia do PMDB, que exerce atualmente o segundo mandato consecutivo à frente do Parque dos Poderes.
Delcídio ainda não sabe qual será seu adversário nas eleições do ano que vem, porque o PMDB está dividido entre a vice-governadora Simone Tebet e o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, atual secretário extraordinário de Articulação, Desenvolvimento Regional e dos Municípios.
O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) também avalia a possibilidade de entrar na disputa para o governo, embora também esteja sendo lembrado para postular o Senado.
Fonte: conjunturaonline
Por: Willams Araújo