Os vereadores que integram a “CPI da Inadimplência”, ou “CPI do Calote”, como alguns preferem dizer, criada na Câmara para investigar porque o prefeito não pagou fornecedores, ficaram irritados com a declaração dada pelo procurador-geral do Município, Luiz Carlos Santini, após oitiva na CPI. O procurador minimizou o propósito da CPI, avaliando que ela foi criada porque fornecedores acostumados a prestar serviço há vários anos não têm mais acesso como antes nas secretarias.
O relator da CPI, Elizeu Dionízio (PSL), repudiou a declaração, avaliando-a como infeliz. “Respeito ele como procurador e por sua biografia, mas cobro o mesmo respeito. A CPI foi aberta por atos que viciaram a contratação. Eles estão sendo investigados por atos delituosos e não por causa de fornecedores. Ele é infeliz quando se remete a CPI como uma cobrança de luxo”, criticou.
Elizeu ressaltou que cabe à Câmara fiscalizar o erário público e atribuiu à administração de Bernal o alvoroço diante das novas licitações. “Quando vê que paga até 25% em um item para beneficiar fornecedor, quem está tendo alvoroço são eles. Devia ter tido outra postura e não falar esta infelicidade. Deveria ter se reservado ao silêncio”, analisou.
O presidente da CPI, Paulo Siufi (PMDB), também ficou irritado com a declaração do procurador, ressaltando que na oitiva ele disse que estava feliz e satisfeito com o trabalho realizado na CPI. “Se fez isso foi sorrateiramente e não aceito este tipo de colocação. Não tem alvoroço nenhum por parte da CPI. Estamos fazendo tudo com bom senso e exijo o mesmo respeito por parte dele. Não gostaria que ele tivesse que voltar para se retratar ou fazer uma acareação pelo que está fazendo. Fico triste com esta colocação dele”, declarou.
Fonte: Midiamax
Por: Wendell Reis
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