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O superintende da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Mato Grosso do Sul, Pedro Teruel (PT), pode voltar a Assembleia Legislativa. O ex-deputado pode voltar a Casa se confirmada a cassação do diploma do ex-vereador Lídio Lopes, que pertencia ao PP.
Com cinco deputados, o PT empataria com o PMDB em número de representantes na Assembleia Legislativa, provocando mudanças na distribuição de representantes nas comissões, incluindo a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), que pode barrar projetos que chegam a Casa. Com maioria de deputados, o PMDB tem direito a dois dos cinco deputados de cada comissão.
Nesta terça-feira (15/1) o presidente municipal do PP, César Afonso, acompanhado do vice-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, foi ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) para providenciar a substituição de Lídio na ordem de suplência na coligação do PT com o PP, que em 2010 defendia a candidatura de Zeca do PT.
Lídio é o primeiro da fila e ganhou o direito de assumir o cargo com a eleição de Paulo Duarte (PT) para a Prefeitura de Corumbá. Acreditando na vitória de Paulo Duarte, o ex-vereador nem tentou a eleição em Campo Grande. Acusado de infidelidade partidária, Lídio foi expulso do partido e agora deve iniciar uma briga judicial para tentar chegar à Assembleia.
O presidente do PP, César Afonso, explica que a visita ao TRE-MS é realizada para preparar a diplomação do próximo suplente do PP na coligação, o vice-prefeito de Aquidauana, Tião Sereia (PP). Segundo César Afonso, a diplomação já foi autorizada, visto que no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não consta mais o nome de Lídio como filiado ao PP. “Amanhã ou depois já estaremos como o diploma”, informou, justificando que Tião só não foi diplomado hoje por um problema na gráfica.
César Afonso esclarece que Lídio teve direito a defesa, mas não fez no prazo dado pelo partido. “Ele teve direito por duas vezes de se defender. Não fez e perdeu o prazo dele. Quando resolveu fazer já tinha esgotado os prazos”, justificou.
O presidente municipal do PP alega que o problema não é de questão pessoal entre o prefeito eleito, Alcides Bernal (PP), e o ex-vereador, mas sim uma determinação do diretório nacional que já vem desde 2010. “O partido entende que não compensa ter um deputado como este”, disse.
Procurado pela reportagem o ex-vereador Lídio Lopes informou que tenta reverter a situação no diretório nacional. Caso não consiga, já tem o advogado que o defenderá para garantir o mandato. Lídio não é visto com bons olhos pela oposição, já que é bastante ligado a Nelsinho Trad (PMDB) e ao ex-governador André Puccinelli (PMDB).
Fonte: midiamax
Por: Wendell Reis
Fotos: divulgação
