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    09/01/2013

    Após derrota na eleição, Puccinelli abriga ex-vereadora e secretário de Nelsinho no Governo

    Vereadora não conseguiu se reeleger e agora ocupará
    cargo com salário que pode passar de R$ 8 mil
    O governador André Puccinelli (PMDB) já começou a acomodar companheiros políticos que ficaram desempregados após o processo eleitoral e a saída de Nelsinho Trad (PMDB) da Prefeitura de Campo Grande. Puccinelli exonerou 143 cargos comissionados, justificando que seria para melhorar a produtividade. Na ocasião ele negou que tivesse interesse político, mas aos poucos vai acomodando aliados.

    Na edição do Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (9) Puccinelli traz a nomeação da ex-vereadora Magali Picarelli (PMDB) e do ex-secretário de Governo de Nelsinho Trad (PMDB), Rodrigo de Paula Aquino.

    Rodrigo Aquino foi nomeado para o cargo em comissão de Direção Superior e Assessoramento, símbolo DGA-1, desempenhando as funções na Consultoria Legislativa da Secretaria de Estado de Governo. Já Magali foi nomeada para a secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social, também como DGA-1. Os comissionados mais importantes, lotados como DGA-1, recebem R$ 4,8 mil, com o valor podendo ter acréscimo de até 60%.

    Puccinelli prometeu abrigar Magali depois que ela não conseguiu se reeleger e ainda teve que enfrentar piadinhas de que não venceu o colega de programa na televisão, vereador Chocolate (PP). Primeiramente Puccinelli tentou manter a vereadora eleita Carla Stephanini (PMDB) no Governo, para fazer Magali voltar, mas Carla se recusou. Apesar disso, Puccinelli garantiu que abrigaria Magali e outros dois derrotados na eleição, Loester Nunes (PMDB) e Clemêncio Ribeiro (PMDB) no Governo. Porém, Ribeiro disse que não precisava de cargos.

    Magali foi nomeada apenas como DGA-1, mesmo com vagas abertas no comando do Procon, da Escola de Governo, Fundação do Trabalho e Agepan. Puccinelli já havia anunciado que abrigaria Rodrigo Aquino no Governo. Ele pretende colocá-lo como chefe da assessoria jurídica depois que Osmar Jerônymo for para o Tribunal de Contas do Estado.

    Fonte: midiamax
    Por: Wendell Reis
    Foto: Divulgação/Câmara