CAMPO GRANDE (MS),

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    18/11/2019

    “Sem peixe, não tem pescador, nem turista”, diz Reinaldo em defesa da cota zero

    MPF em Corumbá recomendou a suspensão temporária do decreto até que seja elaborado um novo texto

    Governador diz que está dialogando com pescadores ©Kísie Ainoã
    O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) voltou a defender nesta segunda-feira (18) o programa cota zero, que proíbe o transporte de peixe por pescadores amadores a partir do ano que vem.

    “Temos que colocar o entendimento que os estoques estão diminuindo, se não preservarmos, principalmente as espécies nobres, não terá mais peixes, e aí não tem pescador artesanal, amador e não tem o turista. Acaba dizimando uma atividade econômica”, disse Reinaldo nesta tarde.

    O chefe do Executivo Estadual ressaltou que segue o diálogo com o MPF (Ministério Público Federal) e também com o grupo de pescadores contra a proibição. “Temos que ter consciência de que está sendo proibido o transporte, e não pescar, consumir dentro do hotel, do barco”, completou.

    No início do mês, o MPF em Corumbá recomendou ao governo do Estado a suspensão temporária do decreto até que seja elaborado um novo texto. O órgão sugeriu mais pesquisas sobre o tema e um debate mais amplo com todos os setores que irão sofrer consequências. O MPF destaca que as medidas adotadas impactam a atividade dos pescadores profissionais artesanais e podem torná-los vulneráveis.

    Recomendou ainda, entre outros pontos, que o tema seja debatido com populações vulneráveis, ribeirinhos, assim como a elaboração de estudos socioeconômicos sobre os pescadores artesanais e a adoção de medidas que reduzam os impactos decorrentes da norma. O documento orienta, ainda, que seja feita a diferenciação da pesca e do turismo nas bacias do Paraguai e do Paraná e que sejam realizados estudos sobre a ausência de impactos do “pesque e solte”. Por fim, MPF também propôs a realização de estudos que permitam estimular a pesca e de peixes considerados “menos nobres”, como a piranha.

    Fonte: campograndenews
    Por: Gabriel Neris e Tainá Jara



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