Campo Grande (MS),

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    06/11/2018

    Será o Ripple o futuro das transferências internacionais?

    Fonte: Moeda Física do Ripple, por Marco Verch, via Flickr (CC by 2.0)
    Prazos demorados, altos custos, falta de credibilidade. Quem utiliza frequentemente as transferências internacionais sabe que o serviço deixa muito a desejar. Isso porque toda a infraestrutura do sistema atual foi criada antes da Internet e sofreu poucas atualizações em todos esses anos. 

    Mas hoje, com mais de 4 bilhões de pessoas conectadas online, em um mundo onde os carros dirigem sozinhos e os eletrodomésticos podem se comunicar, os usuários clamam por uma experiência melhor quando querem simplesmente enviar seu dinheiro de um lugar para o outro. 

    E parece que o Ripple veio para facilitar as coisas. Via RippleNet, sua rede construída na mais avançada tecnologia blockchain, o Ripple conecta bancos e provedores de pagamento para fornecer uma experiência sem atrito na hora de enviar e receber dinheiro globalmente. 

    O que é o Ripple 

    O XRP, ou Ripple, é uma rede de pagamento aberta e também uma moeda digital. O sistema Ripple visa ajudar os seus usuários a se libertarem do que eles chamam de “jardins murados” do mercado financeiro, ou seja, bancos, cartões de crédito e outros meios de pagamento que cobram pela troca de moeda e restringem o acesso por meio de altas taxas. 

    Em essência, o sistema Ripple é uma criptomoeda que tem como objetivo conectar os bancos em todo o mundo para facilitar as transações e as transferências de dinheiro internacionais. 

    O token XRP foi criado especificamente para que instituições financeiras e empresas adquirissem liquidez nas transações internacionais sob demanda. Bancos e outras instituições financeiras podem utilizar os tokens para obter liquidez instantaneamente; os provedores de pagamento podem usá-lo para melhorar as velocidades das transações, alcançar outros mercados e reduzir o custo da moeda estrangeira; já os consumidores podem trocar ou comprar XRP em várias plataformas de criptomoedas. 

    Uma rede cada vez maior 

    Fonte: Max Pixel
    Dezenas de bancos e provedores de pagamentos já estão conectados à rede RippleNet, entre eles Santander, MoneyGram, American Express, Crédit Agricole, WestPac, Axis Bank e RBC. 

    Em junho deste ano, a RippleNet anunciou mais duas importantes parcerias entre os membros não bancários: a InstaReM, sediada em Cingapura, e a BeeTech, com sede em São Paulo. Segundo as duas empresas, o uso da plataforma beneficiará seus clientes com transferências de dinheiro mais rápidas e de baixo custo. 

    Os clientes da BeeTech, por exemplo, podem agora fazer transferências em tempo real para 60 mercados globais apoiados pela InstaReM, incluindo Reino Unido, União Européia e Estados Unidos. Para isso, as empresas utilizam o xVia, uma solução API de interface padrão que permite que instituições financeiras e operadoras de remessas enviem pagamentos sem a necessidade de instalar qualquer software — apenas conectando-se à rede RippleNet. 

    Ainda neste ano uniram-se também à RippleNet a Casa de Finanças do Kuwait, o BankDhofar, baseado em Omã, e a Coinone, empresa de criptografia sul-coreana. Esta última utilizará o xCurrent, o software blockchain corporativo do Ripple que permite o acompanhamento, de ponta a ponta, de pagamentos instantâneos e liquidações. 

    Entre todas as parcerias, chama a atenção a realizada com a Autoridade Monetária da Arábia Saudita (SAMA), que é o banco central daquele país. Anunciado em fevereiro deste ano, o acordo levou a SAMA a se tornar o primeiro banco central do mundo a participar da RippleNet, uma rede que já une mais de 100 bancos, fornecedores e operadores de remessas em todo o mundo.



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