Campo Grande (MS),

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    23/10/2018

    SAÚDE| Mato Grosso do Sul perdeu 511 leitos do SUS nos últimos 10 anos, diz estudo

    Em Campo Grande, a redução de leitos do SUS foi de 1.411 leitos para 1.238

    Nos municípios do interior a perda foi ainda maior, caindo de 2676 para 2338 ©Valdenir Rezende
    Enquanto a população enfrenta filas e apela à Justiça para conseguir um leito de internação em Mato Grosso do Sul, dados de uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostram o motivo do caos.

    Em dez anos, o Estado perdeu 458 leitos hospitalares, incluindo rede pública e privada. No Sistema Único de Saúde (SUS), a situação foi ainda mais grave, apresentando uma redução de 511 leitos no período, o que representa uma média de 51,1 de leitos para pacientes desativadas por ano. 

    Conforme o levantamento, em 2008, Mato Grosso do Sul tinha 6.046 leitos para atender pacientes no setor público e privado. Em 2018, o número caiu para 5.588 leitos, uma redução de 7,54%. Já os leitos hospitalares do SUS caíram 12,50% no Estado, diminuindo de 4.087 para 3.576.

    Em Campo Grande, a redução de leitos do SUS foi de 1.411 leitos para 1.238. Enquanto nos municípios do interior a perda foi ainda maior, caindo de 2676 para 2338, um total de 12,63%.

    Para o secretário de saúde do município, Marcelo Vilela, para que a população não seja ainda mais prejudicada, é preciso haver uma melhor coordenação dos leitos por parte dos hospitais, de forma que as vagas sejam usadas de maneira rotativa.

    “Os leitos precisam ser organizados na gestão clínica de cada hospital. Quando eu falo gestão clínica, quero dizer, por exemplo, numa pneumonia se espera que o paciente fique internado quantos dias? tem um limite, o hospital costuma extrapolar esse tempo. Então, a questão clínica do leito é que tem que ser melhorada”, diz. 

    A taxa ideal de leitos é entre 2,5 e 3 leitos para cada mil habitantes, segundo Ministério da Saúde.

    O Norte do Brasil apresenta os números mais distantes do recomendado, contabiliza 1,7; seguido do Nordeste e do Sudeste, com 2 leitos para a mesma proporção de pessoas. O Sul e o Centro-Oeste disponibilizam 2,4 e 2,3, respectivamente.

    A média nacional é de 2,1 leitos por mil habitantes. No entanto, enquanto os leitos da rede pública têm apresentado redução, os da rede privada aumentaram em 18,3 mil unidades.

    O mapeamento da CNM compilou dados do Sistema Único de Saúde do Brasil (Datasus), no portal do Ministério da Saúde. Também utilizou as bases das Informações de Saúde (Tabnet) – Rede Assistencial – Cnes Recursos Físicos; Hospitalar – Leitos Internação.

    Fonte: CE
    Por: Luana Rodrigues



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