Campo Grande (MS),

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    21/10/2018

    Bolsonaro diz que não existe ameaça de fechar Supremo

    Presidenciável diz desconhecer vídeo em que filho faz ameaças

    O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, fala à imprensa ©Divulgação
    O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse hoje (21) que "se alguém falou em fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), precisa consultar um psiquiatra". A declaração foi feita depois que um vídeo, noticiado pela imprensa, mostra seu filho Eduardo Bolsonaro, eleito deputado federal por São Paulo, dizendo que bastariam um cabo e um soldado para fechar o STF.

    Jair Bolsonaro conversou com jornalistas na casa do empresário Paulo Marinho, onde gravou programa eleitoral neste domingo. O candidato a presidente disse desconhecer o vídeo com as declarações de seu filho e afirmou que alguém tirou as falas de contexto. 

    "Não existe isso de crítica e fechar STF. Se alguém falou em fechar o STF, tem que consultar o psiquiatra", afirmou. "Eu desconheço, duvido. Alguém tirou de contexto".

    Vídeo

    No vídeo, gravado antes do primeiro turno das eleições, Eduardo Bolsonaro, eleito deputado federal por São Paulo, responde uma pessoa que questiona se o Exército poderia agir sem ser invocado caso Bolsonaro fosse impedido de assumir por alguma decisão do Supremo.

    "O pessoal até brinca lá: se quiser fechar o STF, você não manda nem um jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querer desmerecer o soldado e o cabo", afirmou.

    "O que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que ele é na rua? Se você prender um ministro do STF, vai ter uma manifestação a favor dos ministros do STF com milhões na rua?", respondeu o deputado federal na gravação.

    Manifestações

    Na entrevista concedida hoje, Jair Bolsonaro também agradeceu às manifestações em apoio a sua candidatura, que ocorreram em diversas cidades brasileiras. 

    "É sinal de que a população realmente está preocupada com o futuro do Brasil e quer alguém diferente do PT na Presidência da República. Sou grato a esses que no momento não fazem por mim, mas fazem para o Brasil."

    Por Vinicius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro


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