Campo Grande (MS),

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    14/09/2018

    Ministro Gilmar Mendes manda soltar Beto Richa

    Ministro deu também salvo conduto ao tucano em relação a qualquer determinação de prisão preventiva, o que suspende a recente ordem de prisão do juiz Fernando Fischer

    ©DR
    O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu habeas corpus para soltar o ex-governador Beto Richa.

    Ele deu também salvo conduto ao tucano em relação a qualquer determinação de prisão preventiva, o que suspende a recente ordem de prisão do juiz Fernando Fischer, divulgada nesta sexta (14).

    Segundo o Ministério Público, ele é suspeito de liderar uma organização criminosa que ordenava o recebimento de propinas de fornecedores do governo do Paraná.

    A prisão gerou reações. A corregedoria do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) abriu reclamação disciplinar para verificar se a iniciativa foi uma tentativa de influenciar no calendário político.

    Serão investigados também promotores que apresentaram ações contra os presidenciáveis Fernando Haddad, do PT, e Geraldo Alckmin, do PSDB.

    O próprio ministro disse ver "notório abuso de poder" e a necessidade de que fossem colocados "freios" na atuação dos investigadores.

    "Pelo que estava olhando no caso do Richa, é um episódio de 2011. Vejam vocês que fundamentaram a prisão preventiva a uns dias da eleição, alguma coisa que suscita muita dúvida. Essas ações já estão sendo investigadas por quatro, cinco anos, ou mais. No caso de Alckmin, Hadad, todos candidatos. E aí [o MP] anuncia uma ação agora! É notório um abuso de poder", declarou o ministro quando questionado sobre o caso do tucano.

    Também foram presos temporariamente, no mesmo dia, a mulher do ex-governador, Fernanda Richa; o irmão de Richa e ex-secretário de Infraestrutura, Pepe Richa; o ex-chefe de gabinete, Deonilson Roldo; e o ex-secretário Ezequias Moreira. Todos negaram as suspeitas e acusaram a operação de oportunismo. Ao todo, 15 pessoas são alvo de mandados de prisão temporária, ordenados pela Justiça Estadual do Paraná.

    As prisões atingiram figuras-chave no entorno do tucano, que estava em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para o Senado no Paraná, com 28%, de acordo com o último levantamento do Ibope. O candidato do MDB Roberto Requião aparece em primeiro, com 43%. 

    NAOM-Com informações da Folhapress.


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