Campo Grande (MS),

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    19/07/2018

    A pátria de Emmanuel Macron, duas vezes campeã do mundo, é a mesma de Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita

    "Há mais coisas entre o Céu e a Terra do que pode imaginar nossa vã filosofia", disse o filósofo, dramaturgo e ator inglês William Shakespeare.

    ©Reprodução 
    Neste sentido, podemos analisar a pergunta de Allan Kardec, na questão 456 de O Livro dos Espíritos: "Os Espíritos vêem tudo o que fazemos?" - E a resposta: "Podem vê-lo, pois estais incessantemente rodeados por eles. Mas cada um só vê aquelas coisas a que dirige a sua atenção, porque eles não se ocupam das que não lhe interessam".

    A questão 457 registra a pergunta de Kardec: "Os Espíritos podem conhecer os nossos pensamentos mais secretos?" - Resposta: "Conhecem, muitas vezes, aquilo que desejaríeis ocultar a vós mesmos; nem atos, nem pensamentos podem ser dissimulados para eles". Questão 457a: "Assim sendo, pareceria mais fácil ocultar-se uma coisa a uma pessoa viva, pois não o podemos fazer a essa mesma pessoa depois de morta" - Resposta: "Certamente, pois quando vos julgais bem escondidos, tendes muitas vezes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos vêem". E na questão 458: "Que pensam de nós os Espíritos que estão ao nosso redor e nos observam?" - Resposta: "Isso depende. Os Espíritos levianos riem das pequenas traquinices que vos fazem e zombam d as vossas impaciências. Os Espíritos sérios lamentam as vossas trapalhadas e tratam de vos ajudar."

    Por tudo isso, podemos compreender a afirmação do médium Francisco Cândido Xavier (tão bem assessorado espiritualmente) a parentes e amigos próximos, de que iria desencarnar em um dia em que os brasileiros estivessem muito felizes e em que o país estivesse em festa, para que assim a desencarnação dele não causasse tristeza. Como sabemos, ele desencarnou algumas horas depois de o Brasil ter se sagrado campeão do mundo de futebol pela quinta vez, na partida final com a Alemanha, em 30 de julho de 2002.

    Podemos ir mais longe nas nossas considerações, ao analisar, sob o ponto de vista espiritual, alguns fatos que aconteceram na Copa do Mundo de 20018, realizada na Rússia, visto que os pensamentos de todas as torcidas uniam-se num só desejo: o melhor desempenho de suas seleções, em torno do ideal comum: a conquista de tão cobiçado troféu. Por isso vimos sentimentos sinceros transformarem-se em alegrias e sentimentos de soberba e orgulho finalizarem-se em decepções e fracassos.

    Um dos exemplos mais significativos foi dado pela presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, que custeou com os seus próprios recursos a sua viagem à Rússia, quando vemos diariamente políticos esbanjaram o dinheiro do povo com viagens aéreas desnecessárias e outros tantos privilégios, totalmente descabidos. Ao apresentar-se vestida com a camisa da Croácia, ela mostrou que tem a responsabilidade de presidir o seu país, mas não deixa de ser igual a cada uma das pessoas governadas por ela.

    Durante a cerimônia de premiação, uma chuva providencial, que não estava nas previsões metereológicas, mostrou a verdadeira face de cada um, quando seguranças precisaram entrar em cena com guarda-chuvas para proteger as autoridades que estavam no local, entre elas Vladimir Putin, presidente da Rússia, Emmanuel Macron, presidente da França e a presidente da Croácia, Kolinda Grabar -Kitarovic.
    ©Divulgação
    A cena acabou revoltando os torcedores que acompanharam a partida, já que Vladimir Putin foi o primeiro e, por alguns minutos, o único, a ser protegido pelo guarda-chuva. Depois de muito tempo, Emmanuel Macron ficou protegido. A presidente da Croácia só viu o guarda-chuva depois de encharcada e depois dos homens. "Atitude machista e racista", comentou um internauta, no Twitter. "Incrível como a presidente da Croácia, tão carinhosa e receptiva, não teve a honra de receber um guarda-chuva", disseram alguns torcedores, nas redes sociais.

    Outro fato de que podemos tirar grande lições foi o da Inglaterra. Não fez questão de ficar em primeiro lugar do grupo, para resguardar-se de um possível confronto com o Brasil. E deu no que deu. Ao enfrentar a Bélgica na disputa do terceiro ou quarto lugar, deixou jogadores importantes no banco. E levou um banho dos belgas. Saiu da copa sem levar nada.

    Como podemos ver, muitas das atitudes e comportamentos dos integrantes cada seleção foram importantes no desempenho de cada time, prova de que o pensamento é vida e dinamicidade. O bom pensamento, fruto das boas atitudes e das boas intenções, levam-nos a uma salutar corrente fluídica, cuja força está na razão da nossa intenção. Pelas boas atitudes e intenções, pode-se neutralizar os maus fluidos que as envolvem. Há que se fazer isso, ter fé em Deus e esperar, e os bons resultados, por certo, virão.

    Estas considerações são possíveis fazer graças aos ensinamentos da Doutrina Espírita, trazidos pelas Entidades Venerandas e codificados por Allan Kardec, nascido em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804 e desencarnado em Paris, em 31 de março de 1869. O Espiritismo, cuja data de aparecimento na Terra é 18 de abril de 1857, com O Livro dos Espíritos, progrediu até aqui e progredirá sempre, com os homens, sem os homens e apesar dos homens.
    ©Divulgação
    A pátria de Emmanuel Macron é a mesma de Hippolite Léon Denizard Rivail, nome de batismo de Allan Kardec, que no item VI - Influência do Espiritismo no progresso, do capítulo referente à Lei do Progresso, de O Livro dos Espíritos, diz que: "As ideias só se transformam com o tempo e não subitamente; elas se enfraquecem de geração em geração e acabam por desaparecer com os que professavam e que são substituídos por outros indivíduos imbuídos de novos princípios, como se verifica com as ideias políticas. Vede o paganismo; não há ninguém, certamente, que professe hoje as ideias religiosas daquele tempo; não obstante, muitos séculos depois do advento do Cristianismo ainda havia deixado traços que somente a completa renovação das raças pôde apagar. O mesmo acontecerá com o Espiritismo; ele faz muito progresso, mas haverá ainda, durante duas ou três gerações, um fermento de incredulidade que só o tempo fará desaparecer. Contudo, sua marcha será mais rápida que a do Cristianismo, porque é o próprio Cristianismo que lhe abre as vias sobre as quais ele se desenvolverá. O Cristianismo tinha de destruir; o Espiritismo só tem de construir.


    Por: Jornalista Altamirando Carneiro  - Escreve Para Jornal Espirita de Três Lagoas


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