Campo Grande (MS),

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    23/06/2018

    Painel eletrônico é instalado na Assembleia e população pode 'investigar' presença de deputados

    ©Reprodução/ALMS
    Estranho ao ambiente, os deputados estaduais tentam se acostumar com uma nova ferramenta instalada nesta semana na Assembleia Legislativa, o painel eletrônico. Embora o aparelho tem a função de auxiliar durante as votações, ele revela também um dado peculiar, como as ausências e presenças de parlamentares. Isto já começou a provocar certas saia-justas para aqueles que frequentemente estão mais ausentes das sessões ordinárias.

    A iniciativa do painel eletrônico foi promovida pelo presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (MDB), junto com a Mesa Diretora, e ganhou apoio de parlamentares. O deputado estadual Onevan de Matos (PSDB), é um dos que apoiam a iniciativa.

    Segundo Onevan, o painel representa uma evolução tecnológica na Casa de Leis. "O painel eletrônico é uma evolução, demonstra maior visibilidade e maior transparência. Acho que demorou muito para acontecer, mas que agora Assembleia passa a contar com esse painel".

    Onevan ainda relata que "todos os deputados reclamavam disso aí [da falta de um mecanismo]. Acho que para a própria sociedade, o painel é melhor para acompanhar mais de perto a atuação dos parlamentares e a forma como processa as votações da Casa", afirma.

    Para o deputado José Carlos Barbosa, o Barbosinha (DEM), a instalação do painel dá mais transparência nos trabalhos da Casa. "Dá mais transparência na votação, mais transparência em relação a presença do parlamentar na Assembleia Legislativa. Acho que é benéfico e o painel é uma coisa salutar que vai fazer bem".

    Outro a comentar, Enelvo Felini (PSDB), explica que apesar do painel existir, ele não obriga necessariamente a presença do deputado nas sessões. "Não acredito que ele obriga o deputado a estar presente, porque ele tem assinar a presença. Mas para saber, basta correr o olho ali [no plenário] e você já percebe quem está e quem não está. Não nega-se que o painel dá mais visibilidade aos ausentes e aos presentes".

    No entanto, para ele, a nova ferramenta deve dar mais agilidade nos serviços da ALMS. "Tem que ir modernizado, deve deixar a votação mais ágil, mais rápida. Todos votam praticamente no mesmo momento, não tem o primeiro e último. O que pela ordem alfabética o deputado poderia seria o último, agora ele pode ser o primeiro a votar hoje. E sempre manifestando a sua opinião. O mundo moderno requer isso. Portanto, Junior (Mochi, MDB) e a Mesa Diretora, estão de parabéns, de estabelecer e criar esse modelo".

    Saia-justas

    Para os parlamentares, o painel não deve ser duro com os deputados que precisam se ausentar. "Entendo que não vai ter dificuldade nem para o parlamentar e nem para a Casa de Leis. Antes, justificava, agora tendo a necessidade, vai justificar a ausência", comenta Onevan.

    Conforme Barbosinha, nada impende que o parlamentar possa se descolar para outros compromissos durante a realização das sessões. "Mas desde que a razão que ele esteja se deslocando tenha uma justificativa ponderada. Não vejo nenhum problema em relação a isso, por exemplo, se a saída for justificativa porque está representando a Assembleia Legislativa em um ato de governo ou se for um problema de saúde. Não vejo problema".

    Enelvo é mais prático. "Independe de painel, temos que ter a responsabilidade de estar presente nas sessões. Em um ato como esse, [de entrega de emendas federais] não tem como o parlamento não estar presente. Tem ações nossas diretas nos municípios, muitas vezes, nos municípios que nós moramos e com isso, acabamos chegando um pouco atrasado".

    E emenda, "mas sempre posso, quero estar presente na votação, por mais simples que ela seja. Quero estar sempre cumprindo o meu papel de parlamentar".

    E finaliza, sobre o placar influenciar nas ações do parlamentares diante da opinião pública. "Eu sempre votei projetos polêmicos e fiz questão que fizesse claro a minha opinião, errada ou certa, nunca me encurvo. Sempre acho que parlamentar tem que ter posição clara, não pode estar em cima do muro, não pode agradar dois lados. Por isso, nós temos que acreditar no que é melhor para a sociedade e o que é o melhor para o Estado".

    Fonte: TopMídiaNews
    Por: Rodson Willyams


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