Campo Grande (MS),

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    20/06/2018

    “Governo tem que gastar menos para investir mais”, diz Puccinelli

    Divulgação
    “Governo tem que gastar menos para investir mais”. A afirmação é do ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao governo do Estado pelo MDB, André Puccinelli, durante entrevista para a Rádio Hora (FM 92,3FM), nesta quarta-feira (20). De acordo com ele, o equilíbrio entre receitas e despesas é o segredo de duas gestões eficientes à frente do Executivo Estadual.

    Sem tecer criticas aos adversários e a atual gestão, o ex-governador destacou dados contábeis divulgados pelos órgãos de controle que atestam que a crise nacional poderia ter sido apaziguada pelo grande volume de recursos extras injetados nos cofres do Estado.

    “Hoje MS tem um percentual de endividamento maior do que naquele tempo, apesar de ter entrado muito mais dinheiro na administração. Eu dou exemplo: no primeiro ano do meu governo, em 2007, nós começamos tratativas no sentido de que houvesse a renegociação da dívida dos Estados. Isso não ocorreu, acabou ocorrendo na gestão do atual governador e esta renegociação da dívida, com o alongamento do perfil dela, fez com que o Estado de Mato Grosso do Sul economizasse R$ 1.8 bilhão de reais, mais R$ 1.4 bilhão de depósitos judiciais, mais R$ 181 milhões da internalização e repatriação dos dólares, que totalizaram R$ 3.4 bilhões que este governo recebeu de extra”, explica André.

    De acordo com o ex-governador, todos os gestores do Estado tiveram que trabalhar com o orçamento que tinham. “Orçamento teve pra mim, pro Zeca [do PT], pro Dr. Wilson [Barbosa Martins], pro Marcelo Miranda, pro Pedro Pedrossian, pra todo mundo. Então orçamento você tem que saber equilibrar, gastar menos pra sobrar receita. De extra, o atual governo teve R$ 3.4 bi em quatro anos, eu tive R$ 1.7 bi em oito anos. Por que está combalido? A resposta tem que ser dada por que está administrando”, analisou durante a entrevista.

    Com o Estado combalido, segundo o pré-candidato, a gestão estadual precisa elencar prioridades. “Como não haverá muitos recursos, temos cumprir com o que cada município ou região nos solicita como prioritário. É nisso que estamos investindo com o MS Melhor e Mais Forte. A possibilidade de que, com dialogo e enfrentando as dificuldades de frente a gente possa vencê-las”.

    “Que não se entenda como critica, mas como uma analise dos números, dados e balanços, é de que está se gastando demasiadamente em coisas talvez desnecessárias”, finalizou André Puccinelli.

    ASSECOM


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