Campo Grande (MS),

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    27/12/2017

    Habeas corpus é negado e justiça mantém extradição de Jarvis Pavão

    Brasileiro, de Ponta Porã, cumpriu pena de oito meses no Paraguai

    Brasileiro é conhecido como 'O Senhor das Drogas' no território vizinho © ABC Color/Divulgação
    A última tentativa da defesa de Jarvis Chimenes Pavão foi anulada nesta quarta-feira (27) pelo Supremo Tribunal Paraguaio. Um pedido de habeas corpus para proibir a extradição do traficante chegou a ser autorizado na data de ontem pelo juiz da primeira instância de Santaní, Cresciendo Ocampos. Contudo, o HC foi derrubado pelo Supremo Tribunal de Justiça paraguaio.

    Depois de cumprir oito meses de cárcere privado, Jarvis foi definitivamente extraditado e virá nesta quinta-feira (28) para o Brasil, a fim de cumprir a condenação de 17 anos e oito meses pelos seguintes crimes: tráfico de entorpecentes, lavagem de dinheiro, associação criminal e violação das leis armamentistas. 

    Apelidado de 'o Senhor das Drogas', o brasileiro, natural de Ponta Porã, tem condenação em Santa Catarina e dois processos pendentes, sendo um em Campo Grande (MS) e outro em Porto Alegre (RS).

    MANOBRAS COM A JUSTIÇA 

    De acordo com o jornal paraguaio ABC Color, para dar origem ao habeas corpus, o juiz Ocampos argumentou que Jarvis corre o risco de ser executado assim que chegar em território brasileiro. 

    No entanto, como explicado na resolução final sobre a extradição, o perigo alegado é "claramente abstrato", uma vez que para qualquer juiz ou tribunal da república paraguaia é proibida a participação em "supostas condições que possam ameaçar a segurança ou a vida de qualquer pessoa em outro país".

    O Supremo Tribunal de Justiça emitiu a decisão de negar o HC na manhã desta quarta-feira. Foi montada uma verdadeira operação de guerra para transferir o condenado do Paraguai para o Brasil, entretanto as informações de horário e local não foram divulgadas com objetivo de manter a integridade de Pavão.

    Fonte: CE
    Por: ALINE OLIVEIRA


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