Empresário foi morto a tiros e flambadores teriam sido plantados em veículo
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| Flambadores teriam sido plantados em caminhonete após perícia inicial - Foto: Bruno Henrique / Arquivo |
Juiz Carlos Alberto Garcete de Almeira, responsável pelo julgamento do policial rodoviária Federal Ricardo Su Moon, 46, que atirou e matou o empresário Adriano Correia do Nascimento, 33 anos, determinou oitiva de peritos responsáveis pelo laudo realizado na caminhonete da vítima e de dois delegados da Polícia Civil, por suspeita de fraude processual.
Despacho foi proferido na terça-feira (28), depois de informação do Ministério Público Estadual (MPE) de que perita criminal que elaborou laudo técnico no veículo procurou a Coordenadoria Geral de Perícias para informar que, nas vistorias complementares, realizadas nos dias 4 e 9 de janeiro, foram encontrados dois flambadores e dois vasilhames de bebidas alcoólicas no carro.
Perita ressaltou nas perícias realizadas nos dias 31 de dezembro e 2 de janeiro, objetos não foram constatados nem por ela, nem outro perito, agente de polícia e pelo delegado .
Nas vistorias complementares, caminhonete estava no pátio com todas as janelas abertas e portas destravadas, facilitando o acesso de outras pessoas que poderiam implantar os objetos no local na tentativa de fraudar a perícia.
Desta forma, juiz marcou para o dia 11 de abril, às 15h, a oitiva dos envolvidos para esclarecer a questão e decidir quais providências serão adotadas.
No mesmo despacho, magistrado deferiu o ingresso da mãe da vítima como assistente de acusação do Ministério Público.
Primeira audiência do caso foi marcada para o dia 5 de abril. Policial será interrogado no dia 12 do mesmo mês.
CASO
O caso ocorreu na Avenida Presidente Ernesto Geisel, entre a Rua 26 de Agosto e a Avenida Fernando Corrêa da Costa, no dia 31 de dezembro do ano passado, depois de discussão no trânsito. Adriano foi atingido por cinco disparos, segundo a perícia. Ele sofreu duas perfurações no tórax, uma na costela e outra no braço direito.
O crime aconteceu enquanto vítima e dois familiares retornavam de uma casa noturna onde foram comemorar aniversário.
Informações da Polícia Civil apontam que Ricardo Moon teria disparado pelo menos sete vezes.
A assessoria da PRF em Mato Grosso do Sul afirmou que, na versão do policial preso em flagrante, ele teria tentado abordar a caminhonete Toyota Hilux conduzida por Adriano Correia, que teria desobedecido e avançado com o veículo na direção do agente. Diante da ocorrência, o policial, que dirigia uma Mitsubishi Pajero, teria perseguido a vítima e efetuado os disparos em seguida.
Policial foi indiciado pela Polícia Civil por cometer crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar, e por duas tentativas de homicídio.
Fonte: CE
Por: GLAUCEA VACCARI
Link original: http://www.correiodoestado.com.br/cidades/campo-grande/juiz-vai-ouvir-peritos-e-delegados-por-possivel-fraude-no-caso-de-prf/301154/
