Após descobrir caso de Jeniffer com marido, Gabriela planejava raspar a cabeça da vítima e a matou baleada
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| Jeniffer foi baleada no rosto e caiu de um precipício no Céuzinho, em janeiro. (Reprodução/Facebook) |
As duas suspeitas de ter matado a manicure Jeniffer Nayara Guilhermete de Morais, 22, em janeiro deste ano, prestaram depoimento nesta quinta-feira (2), na segunda audiência do caso, e afirmaram ser comum a cultura da “Talarica” na periferia, nome dado às mulheres que se relacionam com homens comprometidos. Geralmente, essas mulheres são punidas com a cabeça raspada, mas no caso de Jeniffer, ela acabou baleada no rosto, caiu de um precipício no Céuzinho e morreu no local. A vítima se envolveu com Alisson Vieira, 22, marido de Gabriela Santos, 20, meses antes do crime. As amigas Emily Leite, 20, e uma adolescente de 17 anos, que tem o caso acompanhado pela Vara da Infância e Juventude, também participaram do homicídio.
Gabriela foi a primeira a ser ouvida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos. Ela afirmou que nunca quis matar Jeniffer, mas no momento perdeu a cabeça por algumas coisas que a vítima falou. “Só queria assustar e que ela me pedisse desculpas. Dei dois tiros para assustar e mesmo assim ela disse 'dei e dei gostoso. Corna mãe e corna filha', ai fiquei transtornada. No terceiro tiro acertei, mas sem querer”, disse. A frase dita por Jeniffer se referia a um caso que ela também teve com o padrasto de Gabriela, além do envolvimento com Alisson.
Ainda conforme o depoimento de Gabriela, esse era o segundo caso de traição do marido, que hoje está preso por homicídio cometido há um ano. “Eu e a Emily já raspamos a cabeça de outra menina que ficou com o Alisson. Perdoei ele. Eu amava muito ele, foi meu primeiro homem. Conheci quando tinha 14 anos e casei, mas agora acabei com a minha vida”, lamenta emocionada.
Gabriela e Jeniffer eram amigas de infância até o desentendimento por conta do caso com Alisson. Em seguida, Emily prestou depoimento. Ela acompanhou Gabriela durante toda ação, mas reafirma que a amiga não tinha a intenção de matar a vítima. “O tiro foi para assustar, mas depois que a Jeniffer disse aquilo, eu não reconheci minha amiga. Foi um momento de fúria”, disse.
Gabriela e Emily estão presas no presídio feminino “Irmã Irma Zorzi”, em Campo Grande. O próximo passo do processo criminal, conforme o juiz, é esperar as considerações da promotoria, das defesas e por fim ele dará o parecer se as duas serão julgadas em juri popular ou não. “Deve demorar cerca de um mês até que tudo seja concluído”, disse sem querer dar muitos detalhes.
Fonte: campograndenews
por: Leandro Abreu
Link original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/suspeitas-de-matar-manicure-reafirmam-que-queriam-so-dar-susto
