![]() |
| Divulgação |
Para o vereador Carlos Augusto Borges (Carlão PSB) a Energisa precisa melhorar a qualidade dos serviços oferecidos aos consumidores de Campo Grande e rever a cobrança de altos valores a pessoas de baixa renda, que estão pagando contas cada vez mais caras, inclusive com altas taxas de iluminação pública sem terem as ruas iluminadas. Ele afirmou que como uma concessionária de serviços de primeira necessidade, a Energisa precisa fazer justiça social. As afirmações foram feitas pelo vereador que é membro da Comissão Especial de Energia da Câmara Municipal e que secretariou, na tarde desta quinta-feira (5), audiência pública sobre os serviços prestados pela Energisa.
“Entregamos hoje nas mãos do promotor do Ministério Público Estadual Aroldo José de Lima, que participou da audiência, um abaixo-assinado com mais de duas mil assinaturas de moradores reclamando dos serviços da Energisa. Estamos também deliberando a abertura de uma CPI para investigarmos a questão da Cosip que é a taxa de iluminação pública, já que não compareceu nenhum representante da prefeitura e é ela quem fica com o dinheiro arrecadado conforme esclareceu a própria Energisa. Em 2015 a Cosip rendeu a prefeitura pouco mais de R$ 61 milhões, que é cobrada diretamente na conta de energia elétrica. E nossa cidade está às escuras. Vamos atrás destas informações e queremos que o MP nos ajude na relação com a Energisa, para que a população tenha o direito a taxas sociais e uma boa prestação de serviços da Energia Elétrica”, ponderou Carlão.
Com o Plenário Edroim Reverdito lotado de lideranças comunitárias e sob críticas sobre os serviços oferecidos, reclamações sobre cobranças indevidas e deficiências no atendimento oferecido pela Energisa, os vereadores deliberaram a possível criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), além de nova Lei para unificar o valor da Cosip, ações conjuntas para tarifa social. Integra a Comissão Especial da Energia os vereadores Chiquinho Telles (presidente), Carlão (secretário), Engenheiro Edson, Mario Cesar e Eduardo Romero (membros).
O gerente de serviços comerciais da Energisa, Ercílio Diniz Flores, explicou que a manutenção dos postes e lâmpadas é feita exclusivamente pela Prefeitura, assim como a ampliação da rede.
“Essa responsabilidade de colocar luz nas ruas que não tem é da Prefeitura. Ela encaminha para a Energisa e nós vamos lá fazer. Os vereadores encaminham para a Prefeitura as demandas, que chegam através das lideranças de bairro, e o Executivo nos encaminha para que a gente possa fazer a construção”, disse. Sendo respondido pelo vereador Carlão foram 13 mil indicações para a Prefeitura no ano passado e mais ou menos 5 mil neste ano. E deste percentual, cerca de 10% chegou para a Energisa. “Se não está chegando para vocês é porque a prefeitura não está mandando”.
Fonte: ASSECOM
