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As grandes filas nos hospitais brasileiros, a péssima qualidade no atendimento e a falta de medicamentos e equipamentos tem uma explicação para o deputado federal Mandetta (DEM/MS), “falta recursos para cobrir tantas despesas”.
No último domingo (28/2), o Fantástico apresentou um estudo inédito feito pelo Conselho Federal de Medicina, junto com a ONG Contas Aberta: um levantamento nacional sobre os gastos per capita com saúde pelo poder público nas cidades Brasileiras em 2014.
Os governos federal, estaduais e municipais aplicaram, em 2014, por dia R$ 3,89 per capita para cobrir as despesas públicas com saúde dos mais de 204 milhões de brasileiros. Ao todo, o gasto por pessoa em saúde naquele ano foi de R$ 1.419,84.
A atuação do Brasil, segundo os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), está abaixo da média das Américas, cujo investimento per capita do setor público em saúde, em 2013, foi de US$ 1.816 – enquanto no Brasil, naquele ano, foi de US$ 523 (cerca de 70% menor).
Ano após ano, Mandetta tem falado que o aperto das contas só prejudica a saúde dos brasileiros. “De 2015 para 2016, o corte foi de R$ 3 bilhões no orçamento da Saúde e se esse governo pífio não assumir o erro e tomar as devidas providências vamos ter a maior “catástrofe” na saúde pública brasileira”, declarou.
PEC 01/15
Na opinião do parlamentar, a única forma de superar o colapso na saúde é garantindo mais recurso. Mandetta citou a importância da Câmara aprovar a PEC 01/15, que aumenta o valor mínimo aplicado anualmente pela União em ações e serviços públicos de saúde.
“É importante porque desde a criação do SUS que a fonte de financiamento federal vem sendo utilizada de uma maneira política, para aumentar os impostos e desviar os recursos para pagamento de juros e outras áreas, agora vamos determinar que 10% das receitas brutas terão que obrigatoriamente ser alocadas na saúde”, explicou.
Fonte: ASSECOM
Por: Ana Carolina Curvello
