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    07/03/2016

    LÍNGUA PORTUGUESA| Professor Fernando Marques


    SÍNCLISE PRONOMINAL
    1.1 Sínclise ou sinclitismo pronominal diz respeito ao emprego de pronome sinclítico em relação ao verbo. É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes), considerando as suas intercalações nas palavras.
    São três as normas da sínclise pronominal: ênclise, próclise e mesóclise.
    Convém guardar tais importantíssimas regras, a fim de que a colocação dos pronomes ocorra de forma correta.
    Quando as normas da sínclise pronominal são observadas, estudantes, professores e demais profissionais honram a pátria, conquistam ascensão e evitam erronia entre aqueles que, lamentavelmente, é comum entre aqueles que desconhecem a ortografia, a morfologia e a sintaxe. 
    1.2 Ênclise é a colocação dos pronomes oblíquos átonos depois do verbo. Isso ocorre quando não se tem presente palavra com “força atrativa” (pronome relativo / advérbio / conjunção subordinativa). Exemplos:
    Empresto-lhe o meu sítio!
    Vejo-a sempre atenta ao ritmo da música.
    Convidaram-na para compor a equipe de professores.
    Levantou-se com os braços abertos, olhando-me com alegria.
    Somama Nawaka dirigiu-se ao curral.
    OBSERVAÇÃO:
    Não se inicia uma oração com pronome oblíquo. Todavia, se na oração houver palavra com “força atrativa”, o pronome oblíquo deverá ficar antes do verbo, caracterizando-se a próclise, conforme os exemplos abaixo:
    Não lhe quero mal algum (não, advérbio, atrai o lhe para a posição anterior à do verbo).
    Nada me faz perder a tranquilidade (nada, pronome indefinido, atrai o pronome oblíquo me para a posição anterior à do verbo).
    Ninguém te procurou (ninguém, pronome indefinido, atrai o pronome te).
    Posto isso, em relação à ênclise, há que se considerar:
    1)          na linguagem culta, ênclise é empregada de forma normal, tendo em vista que o pronome colocado depois do verbo funciona como seu complemento direto ou indireto. Exemplo: O namorado pegou-a no colo.
    2)          deve se aplicada quando o verbo estiver no imperativo afirmativo.  Exemplo: Por favor, mostre-me a sua carteira de identidade.
    3)          deve ser utilizada quando o verbo iniciar a oração. Exemplo: Atirei-me nas água convidativas.
    4)          deve ser usada com o verbo que inicia a oração principal precedida de pausa. Exemplo: Visto que ela nada entendia, repetiu-se a narração.
    5)          deve ser usada com o infinitivo impessoal. Exemplo: O pai compreendera: incentivá-la àquela viagem, significaria perdê-la  mais cedo.
    6)                 deve ser usado com verbo no gerúndio, não precedido da preposição em. Exemplo: E altivo, olhou, afirmando-se pela postura.

    Continuação na próxima semana.