Continuação dos textos do
livro REDIGIR, DIALOGAR E DISCURSAR CORRETAMENTE.
Numa redação de trinta e cinco
linhas, compreende-se que o seu desenvolvimento possa ser composto de dezoito
ou vinte e duas.
Quanto maior for o conhecimento acumulado no seu “banco de
memória” maiores serão as suas possibilida-des de criatividade e de
versatilidade para elaborar uma argumentação convincente, de excelente riqueza
e de adap-tação às propostas dos proponentes da redação.
Quem lê muito, tem mais capacidade para redigir rápida e
corretamente, expressar sentimentos e ideias, in-clusive para interpretar
textos e elaborar sínteses, bem como para apurar estilos e encantar, usando a
adequada força dos vocábulos. Se este for o seu caso, procure explorar figuras
de linguagem a fim de valorizar o seu trabalho.
Lembre-se de que: metáfora, comparação, antíte-se, metonímia,
perífrase, interrogação, gradação e exclama-ção, constituem recursos que,
usados com criatividade, contribuem para o enriquecimento da sua redação.
Livre-se do sentimento de arrogância ou de humildade excessiva. Não se mostre
polêmico, nem use argumentos compromete-dores ou negativistas. Aja com
parcimônia, coerência e simpatia.
A conclusão – também chamada de parte
final, fecho ou síntese das ideias apresentadas no desenvolvimento, é o
complemento da redação. Nela, o ponto de vista do redator adquire maior
destaque. Sem ela, ainda que o desenvolvi-mento tenha alcançado brilhantismo, o
leitor sentir-se-á atônito, perdidiço, disperso, abandonado ao próprio
raciocí-nio.
Na conclusão, elabora-se a
síntese do tema discorrido na introdução e no desenvolvimento, primando-se pela
clareza e objetividade. Devera, logicamente, decorrer do desenvolvimento,
apresentando-se como indispensável na redação e provida de tudo o que tinha a
ser dito.
Tal qual a introdução, a parte
conclusiva não deve ser longa. Resume-se a um ou dois parágrafos curtos,
ocupando de oito a dez linhas.
EXPRESSÕES QUE NÃO SE DEVE
USAR NA CONCLUSÃO:
finalmente;
concluindo;
em resumo;
para encerrar;
e termino;
e para fechar.
Titulo –
indicação do assunto contido na redação – é o cabeçalho, ou seja, fica no
início do trabalho. Tanto pode ser o primeiro como o último a ser escrito. O
importante é que, sendo bem redigido, anuncie o texto, embeleze a página e
tenha a força conativa, a carga emocional, o apelo à leitura da redação.
Preferivelmente, após a
elaboração da parte final da redação, deve-se voltar a atenção para a feitura
do título. Quando este é elaborado ao término da redação, há maior perspectiva
de coerência. No entanto, como já enunciado, pode aparecer no início da obra, a
exemplo de provas, concursos e vestibulares a cujas redações os títulos são
atribuídos. Nestes casos, deve-se apenas guardar a lógica entre o título e a
estruturação dos textos.
O título somente deve ser
criado quando houver solicitação ou determinação para tal.
A inexistência do título não
implica anulação da redação. Porém, um título criativo, sem aspas e sem ponto final,
sempre causa boa impressão.
Continuação
na próxima semana.
