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    29/02/2016

    LÍNGUA PORTUGUESA| Professor Fernando Marques


    Continuação dos textos do livro REDIGIR, DIALOGAR E DISCURSAR CORRETAMENTE.

    Numa redação de trinta e cinco linhas, compreende-se que o seu desenvolvimento possa ser composto de dezoito ou vinte e duas.
            Quanto maior for o conhecimento acumulado no seu “banco de memória” maiores serão as suas possibilida-des de criatividade e de versatilidade para elaborar uma argumentação convincente, de excelente riqueza e de adap-tação às propostas dos proponentes da redação.

            Quem lê muito, tem mais capacidade para redigir rápida e corretamente, expressar sentimentos e ideias, in-clusive para interpretar textos e elaborar sínteses, bem como para apurar estilos e encantar, usando a adequada força dos vocábulos. Se este for o seu caso, procure explorar figuras de linguagem a fim de valorizar o seu trabalho.

            Lembre-se de que: metáfora, comparação, antíte-se, metonímia, perífrase, interrogação, gradação e exclama-ção, constituem recursos que, usados com criatividade, contribuem para o enriquecimento da sua redação. Livre-se do sentimento de arrogância ou de humildade excessiva. Não se mostre polêmico, nem use argumentos compromete-dores ou negativistas. Aja com parcimônia, coerência e simpatia.

    A conclusão – também chamada de parte final, fecho ou síntese das ideias apresentadas no desenvolvimento, é o complemento da redação. Nela, o ponto de vista do redator adquire maior destaque. Sem ela, ainda que o desenvolvi-mento tenha alcançado brilhantismo, o leitor sentir-se-á atônito, perdidiço, disperso, abandonado ao próprio raciocí-nio.

    Na conclusão, elabora-se a síntese do tema discorrido na introdução e no desenvolvimento, primando-se pela clareza e objetividade. Devera, logicamente, decorrer do desenvolvimento, apresentando-se como indispensável na redação e provida de tudo o que tinha a ser dito.
    Tal qual a introdução, a parte conclusiva não deve ser longa. Resume-se a um ou dois parágrafos curtos, ocupando de oito a dez linhas.
    EXPRESSÕES QUE NÃO SE DEVE USAR NA CONCLUSÃO: 
    finalmente;
    concluindo;
    em resumo;
    para encerrar;
    e termino;
    e para fechar.

    Titulo – indicação do assunto contido na redação – é o cabeçalho, ou seja, fica no início do trabalho. Tanto pode ser o primeiro como o último a ser escrito. O importante é que, sendo bem redigido, anuncie o texto, embeleze a página e tenha a força conativa, a carga emocional, o apelo à leitura da redação.

    Preferivelmente, após a elaboração da parte final da redação, deve-se voltar a atenção para a feitura do título. Quando este é elaborado ao término da redação, há maior perspectiva de coerência. No entanto, como já enunciado, pode aparecer no início da obra, a exemplo de provas, concursos e vestibulares a cujas redações os títulos são atribuídos. Nestes casos, deve-se apenas guardar a lógica entre o título e a estruturação dos textos.

    O título somente deve ser criado quando houver solicitação ou determinação para tal.
    A inexistência do título não implica anulação da redação. Porém, um título criativo, sem aspas e sem ponto final, sempre causa boa impressão.      
      
    Continuação na próxima semana.