Embora Estado Islâmico reclame para si a autoria dos atentados, prováveis grupos militantes locais seriam os verdadeiros responsáveis
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| Indivíduo sendo evacuado do Museu Nacional, durante o primeiro ataque terrorista ocorrido no país em 2015 |
Na última terça-feira, dia 24, um homem bomba explodiu um ônibus em Túnis, capital da Tunísia, pequena nação de aproximadamente onze milhões de habitantes, localizada no norte da África. O ônibus transportava membros da guarda presidencial tunisiana. O ataque incorreu em quatorze fatalidades, incluindo o terrorista, posteriormente identificado como Houssem Abdelli, um tunisiano de vinte e oito anos.
O presidente da Tunísia, Mohamed Beji Caid Essebsi, após o incidente, declarou um estado de emergência de caráter nacional. O Conselho de Segurança do governo rapidamente se prontificou a identificar e bloquear todas as contas em redes sociais e websites, supostamente envolvidas com atividades terroristas, e em questão de poucos dias, dezenas de possíveis suspeitos relacionadas a grupos terroristas ou a facções extremistas já haviam sido detidos e intimados a prestar esclarecimentos, incluindo a mãe e a irmã de Houssem Abdelli, o responsável pela carnificina.
Sendo esta a terceira vez que a Tunísia é alvo de atentados terroristas em 2015, todas as medidas concernentes à segurança tornaram-se inevitáveis e necessárias, embora ainda sejam vistas por muitos como escassas e deficientes, principalmente tratando-se de um perigo tão imediato, mortífero e imprevisível quanto o terrorismo. O primeiro atentado do ano na Tunísia ocorreu em 18 de março, quando três terroristas atacaram o Museu Nacional, em Tunís, e o resultado não poderia ter sido outro, senão de uma grande, deplorável e trágica fatalidade. Em decorrência do violento incidente, vinte e uma pessoas morreram, sendo a grande maioria, turistas europeus. Dois terroristas foram mortos no confronto com a polícia, enquanto um terceiro, de acordo com o posterior pronunciamento oficial das autoridades tunisianas, conseguiu escapar, e até o momento, permanece foragido. Uma turista francesa ferida durante os ataques, morreu dez dias depois, no hospital, em função de irreversíveis complicações em seu quadro clínico. Além das mortes, aproximadamente cinquenta pessoas ficaram feridas. Embora o Estado Islâmico tenha reivindicado a autoria do atentado, os dois terroristas mortos durante o ataque foram depois identificados como sendo Saber Khachnaoui e Yassine Labidi, ambos nacionais tunisianos. Diante desta conclusão, investigadores locais afirmam possuir fortes razões para acreditar que a Brigada islâmica Okba Ibn Nafaa, uma célula terrorista afiliada a al-Qaeda, tenha sido a verdadeira responsável pelo atentado.
Alguns meses depois, em 26 de junho, um resort de luxo em Sousse, localizado a cento e quarenta quilômetros da capital, foi alvo de um atentado mortal, considerado o pior na história recente da Tunísia. No dia em questão, por volta do meio dia, um indivíduo armado com um rifle Kalashnikov começou a atirar a esmo em turistas hospedados no resort, fazendo vítimas aleatoriamente, da praia até o hotel. Dos trinta e oito mortos, trinta eram turistas britânicos. O atirador, posteriormente identificado como Seifeddine Rezgui Yacoubi, um universitário de vinte e três anos, foi morto no confronto com a polícia. Novamente, o Estado Islâmico reclamou para si a autoria do atentado, no entanto, investigações realizadas posteriormente por oficiais das forças policiais tunisianas apontaram o grupo militante extremista conhecido como Ansar al-Sharia, facção local, como sendo o verdadeiro responsável pela tragédia.
Com a indústria do turismo ficando altamente prejudicada por esta sucessão de atentados terroristas, que resultaram em terríveis e deploráveis fatalidades, espera-se uma queda ainda maior no fluxo de estrangeiros do país, em 2016. Com a pequena nação sitiada por organizações terroristas e facções criminosas que possuem os mais perversos propósitos, objetivos e ideologias, espera-se que o governo, os setores de inteligência e segurança, e as forças armadas e policiais do país, passem a atuar de forma conjunta, buscando obter resultados plausíveis e concretos, que consolidem melhores condições de segurança para a população, e também para os turistas que constantemente transitam pelo país. No entanto, a ausência de uma “cura” definitiva para o terrorismo levou muitas pessoas a concluir que o melhor a fazer, no presente momento, é permanecer o mais distante possível desta exótica, mas até o momento, impreterivelmente perigosa e calamitosa, nação africana, principalmente levando-se em consideração o fato de que a grande maioria das vítimas de todos estes brutais atentados terroristas, que mataram em conjunto setenta e sete pessoas, incluindo os perpetradores, foram turistas estrangeiros, e não cidadãos tunisianos.
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