Polícia realizou operação de investigação em bairro onde vivia um dos autores do ataque de Paris.
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Pelo menos três pessoas foram detidas e estão sob custódia na sequência das investigações que estão a ser levadas a cabo no âmbito do estado de emergência declarado em França. A operação realizou-se na noite deste domingo, na zona de Toulouse, local onde um dos autores dos ataques, Mohamed Merah, residia.
A operação de prevenção, de acordo com o Le Figaro, insere-se na luta contra o terrorismo que está a ser levada a cabo no país. Está a ser realizada em várias zonas da cidade, nomeadamente junto ao bairro Reunerie, onde vivia o suspeito.
Na sequência da operação, em que participaram cerca de 200 agentes da polícia, foram detidas entre três a quatro pessoas por posse de objetos ilícitos, entre eles uma arma e canábis.
A polícia estará a efetuar mais operações do género também nas zonas de Grenoble, Calais, Jeumont e Bobigny.
Uma operação realizada em Bobigny estava diretamente relacionada com os ataques de Paris na noite de sexta-feira, precisou a France Info, enquanto se aguarda a divulgação dos resultados.
Em Grenoble, segundo o BFM TV, houve seis detenções e foram apreendidas armas.
Mais terroristas identificados
Entretanto, e na sequência das várias operações que estão a ser feitas, mais dois dos bombistas suicidas foram identificados. Um deles está ligado às explosões no Estádio de França, enquanto o outro é um dos bombistas do Bataclan.
O primeiro trata-se de Ahmad Al Mohammad, um cidadão sírio, cujo passaporte terá sido encontrado junto ao local do ataque. O segundo é Samy Amimour, de 28 anos, nascido em Paris na zona de Drancy, e que já estaria indiciado por associação a grupos terroristas.
Um dos suspeitos, por quem foi lançado um mandado internacional este domingo, foi encontrado junto à fronteira com a Bélgica. Salah Abdeslam é irmão de um dos bombistas suicidas do Bataclan e terá sido em seu nome que foi alugado a viatura que levou os bombistas até ao local. O suspeito foi interrogado pela polícia, mas acabou por ser libertado.
Hollande proclamou guerra contra o terrorismo... e está a cumprir
No âmbito da campanha contra o terrorismo, vários aviões franceses terão lançado uma série de raides aéreos sobre campo de treinos e um depósito de armas em Raqa, reduto do autoproclamado Estado Islâmico na Síria, revelou o Observatório Sírio dos Direitos do Homem.
Entre os alvos foi atingido a 'Brigada 17', um campo de treino e depósito de armas, embora não tenha sido capaz de fornecer uma avaliação imediata do que ficou destruído.
Recorde-se que o Presidente francês, François Hollande, alertou no sábado que o seu país seria "implacável" em todas as frentes, dentro e fora, após os ataques que ele descreveu como um "ato de guerra".
País em alerta
Esta manhã o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse a França tem de se preparar para a possibilidade de novos atentados terroristas "nos próximos dias".
"Sabemos que há operações que estão a ser preparadas e que estão ainda em preparação, não apenas contra a França mas também contra outros países europeus", afirmou, sem mais detalhes, afirmou Manuel Valls, acrescentando que "temos que estar preparados" para viver durante muito tempo "com esta ameaça".
Fonte: Noticias em Minuto
